Talitha Benjamin

Agosto Dourado: a importância da amamentação de acordo com especialistas

Dia da amamentação

O leite materno é a base da vida. Ele alimenta e fortalece o vínculo entre a criança e a mãe, além de prover toda a alimentação necessária para o recém-nascido. Para destacar essa importância, a Sociedade Brasileira de Pediatria criou o Agosto Dourado, mês no qual se dedica e intensifica as ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.
Segundo o Ministério da Saúde, o ato de amamentar o bebê pode reduzir em cerca de 13% a mortalidade infantil em causas evitáveis. Para entender a extensão dos benefícios da amamentação, conversamos com a Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP) e Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), doutora Loretta Campos, e com o doutor Alberto Guimarães, ginecologista, obstetra e precursor do Parto Sem Medo.

Leite materno, o melhor alimento e remédio para o bebê

Agosto dourado

Para os bebês até os 6 meses, o leite materno é o único alimento necessário. Segundo o doutor Alberto Guimarães “a amamentação já vale a pena apenas pelo valor nutricional, pois nela contém a melhor composição que pode existir para a saúde e desenvolvimento do bebê”.
Os benefícios para a saúde são vários. Doutora Loretta Campos aponta que ambos, mãe e bebê se beneficiam do amamentar:
“Para a criança, diminui riscos de doenças alérgicas como dermatites atópicas, diminuem a incidência de cólicas e choro, melhora a imunidade do bebê, ajuda no desenvolvimento orofacial e no cognitivo dessa criança e ainda diminui riscos de obesidade futura. Para a mãe, amamentar previne câncer de mama e ovário, diminui riscos de sangramentos pós-parto e auxilia no retorno ao peso ideal após a gestação”.

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O paradoxo da amamentação

Apesar de ser ato incentivado e apoiado com unanimidade por especialistas, o aleitamento materno ainda é motivo de tabu para quem ainda enxerga o ato – que nada mais é do que uma mãe alimentando seu bebê – como algo vulgar ou sexualizado. Dados da Pesquisa Global Lansinoh do Aleitamento Materno de 2017, da empresa de produtos para amamentação Lansinoh, apontam que 40% das mães entrevistadas foram criticadas por amamentar em público, enquanto 97% dizem se sentir culpadas por não amamentar.
Considerando a importância do aleitamento materno, é essencial que a mãe sinta-se confortável em alimentar seu filho onde for preciso e, caso encontre alguma dificuldade, procure médicos, grupos de apoio, além do apoio da família imediatamente.

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Amamentar: um ato de amor

A médica Loretta Campos classifica o aleitamento como “uma das primeiras formas de relação humana”, pois ele promove um estreitamento da relação entre a mãe e o bebê.
Para doutor Alberto, chamar atenção para a questão emocional é importante para promover o ato: “o amamentar é o vínculo, é o contato, é o cuidado da mãe, que está ali, olhando no olho do bebê. É importante incentivar o acolhimento, o pertencimento, a relação da família com o bebê, e tudo isso é garantido através da amamentação.”
Loretta alerta, no entanto, que a escolha das mães que preferem não amamentar por razões pessoais devem ser respeitadas: “hoje temos muitas fórmulas que tentam “copiar” o leite materno. Temos hoje melhores condições nutricionais para o bebê que não pode ser amamentado muito melhores que há alguns anos atrás”. Os especialistas ressaltam ainda que o acompanhamento médico é essencial para que cada caso de dificuldade em amamentar seja analisado individualmente para que o aleitamento seja preservado da melhor forma – ou, se necessário, substituído.
Para o Agosto Dourado, a Sociedade Brasileira de Pediatria selecionou 31 artigos publicados recentemente que dialogam com todos os departamentos científicos para provar a importância do aleitamento materno. Confira.

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