Talitha Benjamin

Quais alimentos investir – e quais não consumir – durante a amamentação?

Rico em nutrientes e anticorpos, não há alimento mais importante e completo para o bebê do que o leite materno. Além de suprir todas as necessidades nutricionais do recém-nascido, o aleitamento também fortalece o vínculo emocional entre a mãe e sua cria. Mas, para que todos os benefícios do leite sejam repassados, ela precisa estar atenta à sua própria alimentação.

Segundo a nutricionista Bianca Giannatempo, o aleitamento é importante para que a criança tenha todas as suas necessidades nutricionais supridas.

No período de amamentação, a mãe deve se alimentar bem. Começando pela gestação, época na qual o gasto calórico é maior – cerca de 500 calorias a mais do que uma mulher não-gestante – e é preciso ingerir mais alimentos. Durante a amamentação, a mulher também deve ficar atenta às deficiências de vitaminas, pois tudo isso reflete na qualidade do leite” explica.

Necessidades nutricionais da mãe e do bebê

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Bianca afirma que há 3 principais nutrientes e minerais cujo consumo precisa ser reforçado durante essa fase tão importante. São eles:

Vitamina A: nutriente essencial para o desenvolvimento saudável da pele, da vista, e do sistema imunológico do bebê. Segundo Bianca, ela pode ser encontrada nos alimentos de origem animal: no fígado, ovo, laticínios e atum, por exemplo. Também pode ser encontrado em vegetais folhosos de cor verde-escura, como a couve e o agrião. Frutas e legumes amarelos, laranjas e vermelhos (cenoura, manga, melancia) também contém uma quantidade significativa de vitamina A.

Vitamina C: importante para a formação de colágeno, uma substância que mantém as células unidas, logo, age na formação dos glóbulos vermelhos do sangue. Ela também age em conjunto dos aminoácidos e das vitaminas do complexo B para ajudar na absorção de ferro e formação dos ossos. Além de tudo isso, a vitamina C também é a primeira na linha de defesa contra infecções e inflamações. Ela está presente principalmente em frutas cítricas, como a acerola, laranja, abacaxi, limão e morango. Melão, brócolis, manga, pimentão e espinafre também são alimentos ricos nesse nutriente.

Ferro e cálcio: além de atuar na circulação sanguínea, prevenindo a anemia, o ferro também atua na produção do colágeno e da elastina, essenciais para a manutenção do sistema imunológico. Já o cálcio atua na saúde dos ossos e músculos, e também na circulação do sangue. Ambos esses minerais são importantes para crescimento físico saudável do bebê. Podem ser encontrados em laticínios, principalmente no leite, mas também estão presentes em hortaliças (brócolis, couve, couve-flor e repolho), no grão de bico e na banana prata.

Bianca destaca que a ingestão de líquido também merece atenção: “sem a quantidade adequada, a produção de leite fica comprometida. Para cada quilo de peso, precisa haver no mínimo 30ml de líquido no organismo.”

Alimentos inadequados para o período de amamentação

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Bianca aconselha a mãe a se atentar à qualidade da alimentação enquanto amamenta: “o ideal é dispensar as dietas restritivas, com baixo consumo calórico. O gasto energético é maior, portanto, se ela estiver consumindo cerca de 1200 calorias por dia, por exemplo, ela não está suprindo todas as necessidades dela e do bebê.”

Além disso, tudo que é consumido é repassado para o bebê através do leite, e dependendo do que for ingerido, o organismo infantil ainda é frágil e não consegue processar. Chocolates, vinhos e outros alimentos que podem aumentar o nível de gases no bebê, por exemplo e, segundo a nutricionista, podem se acumular na barriga do recém-nascido e causar cólicas.

Outros alimentos que devem ser evitados são os adoçantes artificiais, que são inadequados já que não há estudo que comprove a segurança de seu consumo. Bebidas alcoólicas e com cafeína também devem ser evitadas, pois ambas substâncias podem ser transferidas para o bebê e atrapalhar o sono.

Caso a criança possua alguma restrição alimentar, Bianca afirma que essa restrição também precisa ser obedecida. Por exemplo, caso a cria seja alérgica à lactose, a mãe não pode consumir a proteína, pois pode passar para o filho através do leite.

Bianca acrescenta que é importante que essas recomendações sejam seguidas pois caso haja algum problema na amamentação, as mulheres tendem a desistir e usar a fórmula (uma espécie de leite artificial para bebês e crianças), o que não é recomendado: “o leite materno exclusivo até os 6 meses é a melhor opção para garantir a saúde e formação saudável do bebê” alerta.

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