Autoestima baixa: aprenda a amar você do seu jeito!

Avaliar a si mesmo nem sempre é uma tarefa fácil. Ao fazer uma autoavaliação, é normal que as pessoas encontrem diversos defeitos em si mesmas e pontos que acreditam que precisam melhorar, mas isso não necessariamente trata-se de autoestima baixa.

Já uma pessoa que só consegue enxergar seus próprios defeitos, sem notar as qualidades, muito provavelmente,  sofre com esse problema, que atinge pessoas de todas as idades.

Autoestima baixa não é só se sentir feio!

Ter autoestima baixa não se trata apenas de sentir-se feio(a) ou mal com própria a aparência. Na verdade, a autoestima envolve várias questões que vão muito além do físico e que podem, inclusive, estar ligadas à situações do passado.

Se uma criança cresce ouvindo elogios e incentivos, provavelmente ela vai se tornar um adulto seguro e bem resolvido. Mas se a criança cresce sendo depreciada e desmotivada por outras pessoas, ela vai, muito provavelmente, ser insegura no futuro.

Autoestima baixa: outras causas

Outras situações como falta de carinho dos pais, constantes punições e normas familiares severas também podem contribuir para que o adolescente e a criança cresça com problemas de rejeição ou insegurança.

Ou seja, o modo como as pessoas crescem sendo tratadas influencia diretamente na autoestima delas, mesmo que elas não saibam ou percebam isso. É algo que está enraizado, mas que também pode ser potencializado por situações do cotidiano.

Por exemplo: o Instagram é uma das redes sociais mais utilizadas no Brasil e é fato que ele se tornou uma espécie de “vitrine”. Quem nunca entrou no “insta” e se deparou com pessoas incrivelmente bonitas, viajando por lugares incrivelmente lindos? Provavelmente todo mundo já passou por isso!

Estar constantemente “assistindo” à esse tipo de coisa pode causar uma sensação de inferioridade nas pessoas comuns, que não fazem viagens sensacionais e que não estão satisfeitas com o próprio corpo.

Além disso, essa e outras redes sociais potencializam uma “competição” entre as pessoas para ver quem tem a vida mais interessante, o emprego mais cobiçado, o cabelo e o corpo mais bonitos… Enfim, começamos a viver pela busca de um padrão de vida quase inalcançável e que, muitas vezes, nem nos pertence!

Pode parecer absurdo, mas existem muitas pessoas que realmente acreditam que não são tão bonitas quanto o (a) amigo(a) que tem mais “curtidas” no instagram. Essa sensação de inferioridade é uma das principais causas da baixa autoestima no mundo atual.

E com toda essa competição e busca por padrões inalcançáveis, manter a autoestima elevada tem sido cada vez mais difícil.

Mas como melhorar a autoestima?

Não existe uma “receita” específica para elevar a autoestima, porém, existem alguns conselhos que podem te ajudar.

Em primeiro lugar, por mais enraizadas que as opiniões de outras pessoas estejam dentro de você, tente esquecê-las ou lidar com elas como se elas não fossem um grande problema. Além disso, você deve focar nos elogios e não nas críticas que você recebeu ao longo da vida. Pare para refletir e, mesmo que você só fique pensando nas críticas, talvez os elogios tenham sido muito mais numerosos.

Outro conselho é: pare de tentar “imitar” pessoas que você julga que tenham a vida perfeita. Sabe aquele ídolo que você tanto admira? Então, ele é um ser humano como você e também tem problemas como qualquer pessoa.

Além disso, se você começar a querer se parecer com ele, provavelmente vai se tornar uma pessoa artificial e o ideal é que você se ame do jeito que você é. Não se sinta mal por não ser famoso ou por não ter tantas “curtidas” nas redes sociais. Você pode ser feliz com o que você é e com o que você tem.

Comece a focar nas suas atitudes bem sucedidas, por menores que elas sejam ou pareçam. Estabeleça pequenas metas (como ir caminhar durante a semana, por exemplo) e vibre a cada vez que conseguir cumpri-la! Tenha orgulho das suas atitudes e do quanto você é forte.

Também tenha em mente que a autoestima influencia na sua saúde e, por isso, é importante mantê-la elevada. É claro que você não precisa (e provavelmente nem vai) se tornar o maior narcisista do mundo de uma hora para a outra, mas basta acreditar mais no seu potencial.

Faça uma autoavaliação não tão crítica e não termine antes de identificar pelo menos alguns pontos positivos em você mesma. A autoestima na medida adequada não vai garantir que você não tenha mais problemas ou inseguranças, mas pode ajudar a ter mais resistência à críticas e situações de desconforto.

Por fim, não deixe de procurar um psicólogo ou psiquiatra para conversar sobre o assunto e evitar que esse problema acarrete em uma depressão. O profissional pode te instruir melhor a refletir sobre as questões que te cercam e também sobre como aumentar a autoestima.

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