Tayla Pinotti

10 “coisas femininas” que, na verdade, nem toda mulher gosta ou quer

Coisas femininas

Por mais ultrapassados que sejam, ainda há uma série de estereótipos sobre as mulheres (e sobre os homens também) que carregam altas doses de machismo. E é daí que vem a ideia de que existem as “coisas femininas” e as “coisas masculinas”.

Quando uma mulher começa a falar sobre futebol, por exemplo, muitos homens tendem a fazer cara feia ou de espanto, já que, teoricamente “futebol não é coisa de mulher”.

Na verdade, qualquer coisa pode ou não ser de mulher – tudo depende das vontades dela. Da mesma forma que é perfeitamente normal que uma mulher goste de futebol, também não há nada de mais no fato de uma mulher não saber cozinhar.

Felizmente as mulheres estão conquistando sua própria liberdade e estão cada vez mais sendo as únicas responsáveis por suas próprias escolhas, independentemente do julgamento alheio.

Para desfazer a ideia de que toda mulher gosta de coisas consideradas femininas, veja abaixo 10 coisas que você jurava que o sexo feminino adorava ou queria, mas que, na realidade, não é bem assim.

Nem toda mulher gosta de:

Ter o cabelo comprido

Cabelos compridos são um dos principais símbolos de feminilidade, tanto é que mulheres de cabelo raspado ou curto podem ser vistas como masculinizadas, o que não faz sentido algum. Existem diversas opções lindas e modernas de cortes curtinhos e o raspar o cabelo pode ser uma forma de liberdade.

Fazer as unhas

Enquanto algumas mulheres fazem questão de ir à manicure toda semana, algumas sequer cuidam com carinho de suas cutículas. Isso porque, para muitas, fazer as unhas é só um desperdício de tempo e de dinheiro.

Cozinhar

Lugar de mulher é onde ela quiser! Aquele papo de que mulher deve ficar na cozinha é totalmente retrógrada, já que muitas não gostam ou não sabem cozinhar. É claro que saber fazer uma coisa ou outra é importante, mas uma mulher não é um monstro só porque não tem interesse pela cozinha.

Usar sutiã

Por serem vistos como órgãos sexuais pela sociedade patriarcal, mulheres são obrigadas a cobrir os seios há décadas. É por isso que até hoje quando uma mulher não usa sutiã e fica com os mamilos “acesos”, muitas pessoas ficam desconfortáveis. No entanto, cada vez mais meninas vem deixando o uso do sutiã de lado, já que a peça pode acabar causando desconforto e uma sensação de que o corpo está preso.

Usar maquiagem

Sem dúvidas, usar maquiagem está no top 5 das coisas consideradas femininas – tanto é que algumas pessoas até estranham mulheres de cara limpa. Maquiagem pode, sim, ser muito legal, mas não utilizar técnicas avançadas não quer dizer que uma mulher não se importa com a sua aparência.

Ganhar flores

Já ouviu a frase: “flores só quando eu morrer”? Então, além de parecerem meio mórbidas para algumas mulheres, as flores nem sempre agradam e muitas preferem ganhar chocolates, roupas e perfumes, por exemplo – é tudo uma questão de gosto.

Usar salto alto

Por serem praticamente exclusivos do universo feminino, os sapatos de salto alto são sinônimo de feminilidade e elegância. Mas, o que nem todo mundo sabe é que eles podem significar desconforto e até machucados nos pés e, por isso, não é a toa que mulheres estão optando cada vez mais por tênis e outros calçados mais confortáveis.

Da cor de rosa

Rosa para meninos e azul para meninos? Nada disso! Nem todo mundo do sexo feminino adora a cor de rosa, muito menos a usa em peças de roupa, acessórios ou nos itens do dia a dia. Cor nada tem a ver com gênero.

Nem toda mulher quer:

Casar

Ao longo da vida, mulheres são bombardeadas pelo conceito de amor romântico – aquele que prega a ideia de que relacionamentos perfeitos existem -, além de serem instruídas a seguir o ciclo da vida de nascer, se formar, casar e ter filhos. Porém, algumas delas tem outros sonhos que não são o casamento dos contos de fada.

Ter filhos

Assim como nem toda mulher sonha em se casar, nem toda mulher nutre o desejo de ser mãe. Algumas crescem com outras prioridades e objetivos e um filho poderia interferir seus planos. Da mesma forma que é perfeitamente normal uma mulher escolher ser mãe em tempo integral, escolher não gerar uma vida também deveria ser.

Aprender a respeitar as vontades, prioridades e escolhas das mulheres é necessário para que elas se sintam livres. É importante lembrar que esse texto não insinua que rejeitar essas coisas femininas seja certo, nem errado – o fato é que elas simplesmente acontecem.

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