Thauany Lima

Como evitar o estresse materno e melhorar seu bem-estar e do bebê

Estresse materno
Quando digitamos “ser mãe” no campo de busca do Google, um resultado romântico e simplificado aparece, explicando a maternidade como algo divino, incondicional e eterno.
Mas afinal, qual mãe nunca teve vontade de largar tudo e sumir, não é mesmo? Esse tipo de desespero afeta a grande maioria das mulheres em algum momento da maternidade, acredite!
Ser mãe é a tarefa mais cansativa de se realizar no mundo, principalmente se é feita sozinha, como no caso das 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai no registro, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sendo criadas apenas pelas mães ou as que tem pai, porém não recebem apoio do genitor durante a criação.
Em uma sociedade patriarcal, onde ser mulher é sinônimo de fragilidade, mas ser mãe é significado de “força” e “garra”, a carga tende a ser mais pesada para o lado feminino que precisa lidar com a vida a dois (três, quatro…) e amar esse papel sem reclamar.

As mães também precisam de descanso

Quem nunca se pegou julgando uma mãe, não é mesmo? Sejam aquelas que gostam de baladas no final de semana, as que preferem incluir a chupeta no sono do bebê ou até as mais antenadas em alimentação supersaudável?
Os julgamentos são recorrentes na vida das mulheres, no entanto, quando falamos do sexo oposto, os olhares na criação são mais “adocicados” e “admirados”, afinal, um pai que participa da criação dos filhos é maravilhoso e difícil de encontrar, não é?
O estresse materno surge do excesso de afazeres, dos choros constantes das crianças, da gravidez repentina, da não adequação rápida a nova vida ou até pela falta de tempo consigo mesma. Você pode não acreditar, mas assim como os homens, as mães também precisam de um tempo de descanso.

A depressão pós-parto não é compreendida

Assim como a folga materna não é compreendida e muito julgada pelos defensores ativos do patriarcado, a depressão pós-parto também não é muito bem vista.
A depressão materna é algo cada vez mais costumeiro na maternidade. De acordo com estudos realizados pela fundação Oswaldo Cruz, 1 em cada 4 mulheres sofrem com a doença no final da gestação, na maioria dos casos os sintomas não são identificados pela família ou paciente.
A idealização do nascimento de um filho é uma das causas do desenvolvimento da patologia, já que a romantização e perfeição prevista, acaba não acontecendo.
No entanto, negar que esse transtorno está acontecendo, intensifica o sentimento de tristeza, ansiedade e exaustão das mães, podendo colocar em risco a sua própria vida e a do bebê.

Exercícios para evitar estresse materno

Toda mãe precisa de um momento sozinha, uma folga das tarefas diárias ou, umas férias da maternidade.
Esse tempo livre pode parecer “coisa de outro mundo” para algumas progenitoras, no entanto, a necessidade dele é tão importante, quanto estar com os filhos diariamente.

1. Tire um momento do dia para ler um livro, assistir um seriado ou filme

Pode parecer uma atitude muito simplória, contudo, tirar uma hora do seu dia para ler um livro ou assistir algo que goste, é uma ótima técnica para desestressar qualquer pessoa.
Tente colocar as crianças para dormir mais cedo, depois descanse de qualquer afazer doméstico e dedique-se ao seu bem-estar.

2. Faça exercícios físicos

Para algumas mães é quase impossível ter um horário na agenda para se exercitar, mas de acordo com especialistas, realizar algum tipo de atividade aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, reduzindo assim a pressão arterial, colocando fim nas tensões e aumentando o nível de endorfina (conhecida como o hormônio do prazer) no corpo.

3. Não se esqueça das amigas

Toda mulher que têm amigas gosta de conversar sobre assuntos que só o seu círculo de convivência conhece.
Por isso, tente encontrar-se com as amigas, pelo menos, uma vez por semana, assim vai reduzir o seu nível de estresse e tensão da maternidade.

4. Mantenha a vida sexual em dia

Essa é uma das maneiras mais eficazes de manter o estresse controlado, afinal, quando o cortisol (hormônio do estresse) está alto, praticar o sexo ajuda a reduzir os efeitos que ele causa, ajudando a relaxar.

5. Faça uma viagem sem o filho

A culpa é um dos sentimentos que acompanha as mulheres após ingressarem na maternidade, por conta disso, muitas ações individuais acabam sendo deixadas de lado, como as viagens.
Viajar sem o filho é uma tarefa que muitas mães não concordam, mas que faz toda a diferença no bem-estar e na relação da genitora com as crianças.
Tirar uns dias para relaxar e descansar longe dos filhos, de acordo com especialistas, é saudável tanto para as mães, quanto para as crianças, pois uma genitora feliz e menos estressada pode oferecer uma atenção e educação de qualidade para os pequenos.
Não existe regras quando o assunto é maternidade, muitos críticos e especialistas podem orientar, no entanto, cada mãe sabe o que é melhor para sua vida e do seu pequeno.
Cuidar do estresse é fundamental para um convívio saudável e equilibrado com as crianças, para desta forma entregar apenas sentimentos positivos e um contato cheio de atributos.
Agora que já sabe como evitar o estresse materno, confira as principais dicas para uma maternidade real e sem romantização. Confira!

Como evitar o estresse materno e melhorar seu bem-estar e do bebê
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