Thauany Lima

Dia do professor: 3 motivos para valorizar essa profissão tão depreciada

Dia do professor


Certamente todo mundo já deve ter tido um professor incrível. Ou seja, que te influenciou de alguma maneira, não é mesmo? Na escolha da profissão, militância social, seleção do curso superior ou apenas na escolha de um livro novo, por exemplo.
Esses profissionais da educação ano após ano vêm formando crianças, jovens e adultos de todos os lugares e classe social.
Seja no primário, fundamental, ensino médio ou faculdade. A profissão de professor é uma das mais importantes na vida de qualquer indivíduo. Porém, a mais desvalorizada entre as carreiras que exigem curso superior.
Por isso, em comemoração a esse profissional que batalha diariamente por um mundo melhor, no dia 15 de outubro é comemorado no Brasil o dia do professor. Portanto, também é considerado um feriado escolar de acordo com o decreto federal n° 52.682.
O dia do professor deixa em evidência a importância dos educadores na vida de qualquer pessoa. Por isso separamos três motivos para você valorizar esses cidadãos que ganham a vida atribuindo conhecimento e não recebendo muita em troca. Confira!

Professores trabalham muito e ganham pouco

Mesmo tendo duas férias ao ano, o professor é uma das profissões mais desgastantes que existe. Principalmente os que trabalham na rede pública de ensino.
Eles trabalham de 22 a 44 horas semanais, recebendo de 15,00 a 165,00 reais a hora aula dependendo da especialização do profissional. Isso de acordo com o Sindicato dos professores de São Paulo (SINPRO-SP).
A faixa salarial dos professores é a menor se comparada com de outras profissões que têm formação superior no currículo.

Professor precisa educar e ensinar

Quem acha que professor tem o dever de criar um cidadão de bem e cheio de valores, está muito enganado! Pois, a tarefa do educador é atribuir conhecimento e orientar o aluno para realizar boas escolhas.
A criação e a educação deve ser tarefa da família. Pois desde os primeiros meses de vida precisa dar limites e princípios éticos aos pequenos.
A professora de ensino primário público, Fernanda Ferreira (38) acredita que os professores infantis são de extrema importância na vida do ser humano, mas que quase sempre precisa fazer o papel da família. “Somos nós professores de anos iniciais que apresentamos às crianças na vida escolar, por isso muitas vezes temos que educar e não só ensinar”, relata a pedagoga.

Não tem estrutura para trabalhar

Pode parecer que professor só reclama, porém, principalmente os que lecionam em escola pública precisam driblar a péssima estrutura para ensinar o máximo de aluno possível.
Eles não têm materiais didáticos competentes ou suporte para lidar com uma sala superlotada. “Já trabalhei em salas de aula com 20 alunos e consegui alfabetizar todos! Porém, hoje estou em uma sala de aula com 40 crianças e não vou conseguir alfabetizar todo mundo”, expõe a pedagoga Fernanda Ferreira.
A historiadora Inês Lima (57) também desabafa sobre a superlotação em salas de aula: “Fica inviável conseguir desenvolver um trabalho de excelência com salas de aulas hiperlotadas. Com salas com mais de 40 alunos o educador não conseguirá dar um atendimento especial aos educandos que apresentarem dificuldades de aprendizagem”.
Os problemas são inúmeros na vida dos professores. Portanto, um dia de comemoração não é o bastante para reconhecer o esforço desse profissional tão explorado e sofrido.
Para Inês Lima a maior dificuldade do profissional da educação é “a inexistência de políticas públicas sérias que de fato dê o devido valor a profissão, já que ela é a base para todas as outras carreiras”.

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