Porque o Dia Internacional da Mulher é uma data de reflexão?

Por: Salon Line
Dia Internacional da Mulher
Relembre o evento que está por trás do Dia da Mulher

Pode parecer algo ultrapassado, mas refletir sobre a importância do Dia Internacional da Mulher é muito necessário atualmente!

Diferentes de outros dias comemorativos que são criados pelo comércio, o de 8 de março traz uma história de luta e tragédia que precisa ser lembrada.

Mesmo com toda a importância da data, ela foi perdendo seu verdadeiro significado com o passar do tempo, tornando-se uma comemoração simplória para presentear mulheres. No entanto, o resgate dos valores do episódio vem acontecendo com mais frequência pelas novas gerações de mulheres.

Dito isso, conheça a história e significado do Dia da Mulher e a cronologia da luta feminina por direitos iguais.

História do dia internacional da mulher

Em março de 1857, mais de 120 mulheres, operárias de uma empresa têxtil em Nova York, nos Estados Unidos, foram assassinadas por policiais e patrões, sendo deixadas para morrer carbonizadas na indústria que atuavam.

Essas mulheres estavam lutando por uma jornada de trabalho menor que as 16h que enfrentavam na época e pelo direito à licença-maternidade.

A morte dessas trabalhadoras mobilizou inúmeros protestos posteriores, sendo instituído, em 1975, o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

Lutas pelos direitos da mulher

As mulheres vêm sendo depreciadas e assassinadas desde os primeiros registros da história, começando nos séculos 15 ao 17, quando se envolviam em casos de cura, que iam contra as imposições da Igreja. Essas “curandeiras” eram perseguidas, chamadas de bruxas, julgadas e, muitas delas, condenadas à fogueira.

Outro detalhe importante das mulheres, ainda durante o século 17, é que levantou-se a hipótese que elas precisavam ter acesso à educação já que só assim conseguiriam a igualdade de gênero. Porém, essa tese foi derrubada e só retornou anos depois.

No século 19, as mulheres já lutavam pelo seu direito ao voto, porém, a igualdade de gênero estava longe de ser levada a sério – prova disso é a lei do divórcio que só poderia se tornar realidade desde que o marido provasse infidelidade por parte da esposa ou, no caso oposto, se a mulher, além de ser traída, comprova-se que o marido usava de força física para demonstrar poder.

O século 20 foi um marco importantíssimo na vida profissional e intelectual das mulheres! Elas conseguiram o direito ao voto no Brasil e assumem o mercado de trabalho nos Estados Unidos durante a grande guerra, tornando-se mais independentes.

Nasce também, no mesmo século, o movimento feminista e a distribuição da pílula anticoncepcional nos Estados Unidos, impulsionando a revolução sexual, em que as mulheres começam a se sentir donas dos seus corpos e a transarem para obter prazer, não apenas para procriar.

No Brasil, especificamente na cidade de São Paulo, surge a primeira delegacia da mulher, aumentando o número de serviços voltados para elas.

Reflexão sobre o Dia Internacional da Mulher

No século 21, a luta pela igualdade de gênero continua forte, discriminações e abusos cometidos no passado são mais expostos e denunciados, contudo, as punições adequadas ainda não são adotadas.

O número de estupros ainda é altíssimo em todo mundo, demonstrando a não aceitação das mulheres como donas de seus corpos e desejos.

O número de mães solo e homens que não assumem seus filhos também continua enorme: são 5,5 milhões de crianças que não possuem o nome do pai registrado na certidão de nascimento, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A sexualidade feminina ainda é um tabu, sua independência financeira ainda causa estranhamento em muitos homens, no entanto, a corrente de apoio que as mulheres vêm construindo nesse último século deixa nítido o quanto as próximas gerações femininas vão ter mais poder de escolha!

Todo dia é momento de lutar e romper barreiras. Por isso, mais que um dia de homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, a data serve para refletir sobre aquelas que morreram pelos seus sonhos e como a luta deve seguir forte e cheia de união, já que o inimigo maior coloca cada dia mais as mulheres como rivais.

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