Talitha Benjamin

Conselhos das embaixadoras da Salon Line para quem passa pela transição capilar

Juliana Franchesci e Amanda Mendes

A transição capilar definitivamente não é um processo fácil. Quem opta por passar por essa transformação precisa ter muita dedicação, paciência e jogo de cintura para lidar com todas as mudanças e reconstruções que vão muito além da mudança de cabelo.

Apesar de tudo isso, a transição é extremamente recompensadora: graças à ela, é possível conhecer-se e enxergar-se de uma nova forma. As embaixadoras da Salon Line Amanda Mendes e Juliana Franceschi, por exemplo, passaram pelo árduo processo de transição e hoje são donas de cabelões poderosos e impecáveis. Conversamos com elas para trazer conselhos e dicas para você encarar cada etapa da transição com um pouco mais de tranquilidade. Confira:

Quer iniciar a transição, mas tem receio do processo?

É comum que pessoas que sentem vontade de iniciar a transição já estejam muito acostumadas com os fios alisados. Sentir a necessidade de voltar às origens já é bastante significativo: já demonstra que a necessidade individual de mudança, que não deve ser ignorada. A embaixadora Amanda Mendes dá a dica: “se a vontade existe, se permita!”

Para Juliana Franceschi, a transição é um processo complexo, com seus altos e baixos, sacrifícios e recompensas: “é simples, mas não é confortável e, ao mesmo tempo, é um processo de liberdade sem volta”.


Juliana Franceschi antes e depois da transição capilar

É importante que, antes da transição, você realize uma pesquisa extensa sobre o assunto. Identifique o atual estado do seu cabelo e pesquise sobre os melhores cuidados (como o cronograma capilar, por exemplo). Se você usa redes sociais, o conselho da Ju é que você reveja os perfis e consuma conteúdo que irá te encorajar a redescobrir sua beleza.

E quando o cabelo em transição está na fase das várias texturas e curvaturas?

A fase com duas texturas é uma fase bem delicada – finalizar e texturizar o cabelo ou até mesmo controlar o volume e frizz é mais difícil do que era antes e também é, geralmente, a fase na qual você está conhecendo os seus fios naturais, então você provavelmente não sabe como eles se comportam.

Amanda confiou nas tranças box braids para passar por essa fase. O “penteado”, além de auxiliar muito no crescimento dos fios, proporcionaram outras experiências: “as tranças me fortaleceram muito, tanto pela representatividade que elas carrega, quanto por terem tornado essa fase mais fácil e prática. Eu já acordava pronta, com o cabelo trançado e maravilhoso”, lembra a influencer.


Amanda Mendes antes e durante a transição capilar

Para Juliana, a solução para lidar com as duas texturas foi partir para o big chop: “as diferentes texturas no cabelo são prejudiciais de várias maneiras, porque ou elas fazem você querer alisar para disfarçar o processo, ou elas deixam a sua autoestima no dedão do pé”.

O conselho da gata para encarar a transição de forma honesta é ter um momento breve de coragem, tudo que você precisa para abrir mão da noção de que mulher precisa ter cabelo grande.

“Abrir mão de um padrão que te foi imposto de que mulher, para ser bonita, tem que ter o cabelo comprido, vai te fazer um bem incrível e você nunca mais será a mesma” afirma a jornalista.

Muitas pessoas optam por adotar o pixie cut ou raspar o cabelo totalmente para começar a trajetória de crescimento capilar do zero – e sim, é possível ficar linda de cabelo curtinho!

Mas se você não está preparada para o big chop, não tem problema nenhum! “Eu indico fazer vários penteados, usar extensões capilares ou laces, por exemplo. Existem inúmeras opções pra quem ainda não se sente preparada pra cortar a parte alisada dos fios”, tranquiliza Amanda.

Pensando em desistir?

Não tem como negar que a transição é difícil, longa e às vezes desanimadora. No entanto, desistir significa abrir mão de todo o progresso de uma nova fase não apenas para o seu cabelo, mas para a sua vida.

A dica das embaixadoras é ter paciência. Parece fácil falar, mas apreciar cada evolução também é extremamente importante para o progresso da transição: “use esse tempo ao seu favor, para entender seu cabelo, os cuidados que ele gosta e como ele responde”, aconselha Amanda.

Juliana afirma que o primeiro mês da transição é bastante complicado, mas conforme o tempo vai passando, melhora: “você aprende a lidar, começa a entender os processos e se reconhecer como a nova mulher que está nascendo. Experimente valorizar e amar também o processo. Nenhum grande atleta nasceu campeão, precisou treinar muito e todo o processo faz parte de quem ele se tornou” compara.

É importante também se conectar com outras pessoas que passaram ou que estão em transição – criar uma rede de apoio para que você possa encarar as dificuldades da transição com mais força é essencial. Vale a pena esperar, o resultado compensa tudo!

E o resultado?

A transição capilar vai muito além de voltar às raízes dos cabelos cacheados e crespos. Trata-se de quebrar um padrão de beleza que simplesmente não condiz com a realidade brasileira. A maioria esmagadora da população possui cabelos naturalmente crespos e cacheados, então porque os alisamentos são tão populares, e realizados cada vez mais cedo? A maioria das pessoas que passam por transição sequer conhecem a curvatura original dos seus fios, pois a pressão para atender ao padrão liso chegou lá na infância.

Sempre que alguém se propõe a se assumir fora do padrão, há represálias. Para quem assume os cachos e crespos, não faltam críticas e pitacos não solicitados em como se deve ou não deve usar o cabelo, e não é incomum que eles sejam maldosos: “durante a sua transição e seu processo de renascimento, feche os ouvidos. Não compre como uma verdade as opiniões que as pessoas simplesmente vomitaram em você. Não ouça e siga firme”, aconselha Juliana.

A transição capilar também é um grande aprendizado de amor, respeito próprio e autoconhecimento. Amanda, que hoje possui um crespo enorme e poderoso ressalta a importância da transição para o seu crescimento pessoal: “aprendi a respeitar meus processos, meu corpo, meu tempo, a valorizar quem eu sou, enxergar beleza em mim e nos outros de uma forma mais tranquila, sem julgamentos ou cobranças. Somos lindos da forma que somos”.

Juliana também tem cachos de arrasar e convida todas as mulheres a tomarem a primeira atitude rumo à uma mudança gigantesca que se inicia com a transição capilar.

“Está nas nossas mãos plantar a semente da liberdade, onde a mulher pode ser como ela quiser e quem ela quiser e que nós sejamos unidas para empoderar umas às outras e nos posicionar para finalmente conquistar um espaço que merecemos. Estou em paz e vivo em paz com a minha mente, meu corpo e meu cabelo e sim, o que eu mais amo em mim é o meu cabelo. Tenho orgulho das minhas origens, do meu volume e dos meus cachos. E te deixo aqui o meu convite: coragem para ser você, mana!”.

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