Tayla Pinotti

Entenda a diferença entre cosméticos e dermocosméticos

Dermocosméticos

Não é novidade que a onda de skincare se tornou uma verdadeira febre e que as mulheres estão cada vez mais preocupadas com a pele do rosto – e é justamente por isso que os dermocosméticos passaram a ser uma opção muito mais atrativa para a maioria delas.

Para quem ainda não sabe muito bem o que é um dermocosmético, essa pode parecer só mais uma opção para embelezar a pele para ocasiões específicas, mas, na verdade, eles são bastante diferentes dos cosméticos tradicionais.

Entenda abaixo quais são as diferenças entre os cosméticos e os dermocosméticos e porque eles não agem da mesma forma na pele.

Ação na pele

Ao contrário do que algumas pessoas podem imaginar, os cosmecêuticos (como também são chamados os dermocosméticos) não funcionam são medicamentos como os corticoides tópicos indicados para tratar acne, por exemplo.

No entanto, os dermocosméticos possuem ativos que agem nas camadas mais profundas da pele e promovem modificações fisiológicas que melhoram a aparência a longo prazo, ao contrário dos cosméticos, que apenas alteram a aparência natural da pele.

Sim, existem aqueles cosméticos que limpam, hidratam e protegem a pele, mas eles não chegam a tratar nenhum problema dermatológico ou estético. Os dermocosméticos, por sua vez, podem ser eficientes no tratamento de acnes, manchas, olheiras e até mesmo das rugas.

É importante lembrar, porém, que os resultados do uso dos dermocosméticos, apesar de mais eficazes no tratamento de problemas na pele, também são mais demorados, pois dependem de uma modificação interna que só ficará evidente externamente mais tarde.

Apesar de não ser necessário apresentar receita médica para adquirir os dermocosméticos, o ideal é utilizá-los apenas com a indicação de um dermatologista, pois, dessa forma, o resultado do uso produto na pele será muito mais notável.

Componentes e princípios ativos

Cosméticos e dermocosméticos também se diferenciam por seus componentes. Enquanto os princípios ativos dos cosmecêuticos são baseados em estudos científicos criados em laboratórios com fórmulas patenteadas por seus fabricantes, os cosméticos têm princípios ativos de uso livre.

Por exemplo, os dermocosméticos podem conter princípios ativos químicos que funcionam como medicamentos para a pele – ou para o cabelo – e os cosméticos costumam utilizar componentes naturais como óleos vegetais, vitaminas e aloe vera. Outra diferença é que os dermocosméticos possuem uma quantidade maior de princípios ativos do que os cosméticos.

Além disso, vale mencionar que é comum encontrar perfumes, conservantes e corantes nas fórmulas dos cosméticos, mas esses componentes não estão presentes nos dermocosméticos. Isso porque eles são considerados desnecessários e ainda aumentam o risco de alergias na pele.

Estudos clínicos

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) considera os dermocosméticos como “cosméticos nível 2”, o que exige que o produto seja registrado e que sejam realizados amplos estudos clínicos a fim de comprovar sua eficácia.

Os cosméticos, porém, nem sempre passam por todos esses testes, estudos e pesquisas e, por isso, as chances da consumidora ter algum efeito colateral como vermelhidão ou coceira são maiores. Também por esse motivo é que os cosméticos são mais baratos do que os dermocosméticos.

Por fim, vale ressaltar que os dermocosméticos não são, necessariamente, melhores do que os cosméticos tradicionais. A diferença, na verdade, é que eles apresentam funções e propósitos diferentes.

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