Talitha Benjamin

Histórias inspiradoras sobre doação de cabelo

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Para pessoas que sofrem com a alopecia, ter que se acostumar com a ausência dos fios pode ser muito difícil, e o impacto na autoestima e no bem estar emocional é evidente. Pensando nisso, deu-se origem às ONGs que se dedicam à conectar pessoas dispostas a doar o cabelo com quem precisa de perucas.

Na maioria dos casos, os tratamentos de radioterapia e quimioterapia, destinados à matar as células cancerígenas, tem como efeito colateral a queda de cabelo, acompanhada de outros efeitos como náuseas, tonturas, e dores. No entanto, a queda capilar costuma ser um dos aspectos mais difíceis de se encarar no tratamento, já que afeta diretamente a autoestima e a vaidade do paciente.

O poder da solidariedade

A queda de cabelo costuma ocorrer logo nos primeiros estágios do tratamento, quando a descoberta da doença ainda é recente. Na maioria das vezes, é preciso lidar com os olhares de estranheza e com perguntas inconvenientes -,tudo isso em um momento muito delicado.

Nesse estado mental complexo, não é sempre que a pessoa saberá lidar com a queda de cabelo de forma receptiva. Nesse caso, as perucas são fortes aliadas no resgate à normalidade e à autoestima em um momento de luta.

Observando essa necessidade, as ONGs que coletam doações de cabelos atuam na confecção de perucas para doar para quem precisa e irão se beneficiar de seu uso. O movimento é grande, com grupos e organizações empenhadas e pessoas que já tem o hábito de cortar os cabelos só para doar.

Histórias de quem doou

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Nathália Kozikas da Silva, de 23 anos, aliou a vontade de adotar o pixie cut ao desejo de ajudar as crianças em tratamento no hospital da GRAAC, uma instituição social sem fins lucrativos que é referência no tratamento do câncer infantil.

Ao ver a doação de cabelo para a fabricação de perucas na televisão, Nathália resolveu doar o seu também. Já no caso de Mariana Ferreira Abreu, de 24 anos, foi após a decisão de mudar drasticamente o comprimento do cabelo que ela decidiu dar um destino melhor para os fios que seriam descartados: “não vi sentido em simplesmente cortar e jogar fora, sendo que poderia fazer alguma coisa boa para alguém que precisasse”.

Além de ter ajudado a confeccionar uma peruca, cujos efeitos no psicológico e no emocional podem ser muito benéficos para alguém que precisa, e ajudar na recuperação da autoestima, a solidariedade também faz bem para que doa.

Nathália diz que pretende doar o cabelo mais vezes, pois a sensação de dever cumprido compensa tudo: “me faz bem pensar que eu posso contribuir para que alguma criança que esteja passando por um tratamento tão difícil tenha a oportunidade de ter a autoestima restaurada com a peruca”, diz a estudante de mestrado.

Para Mariana, a sensação é semelhante: “hoje não tenho intenções de cortar o cabelo, mas, no dia em que tiver, não vou deixar de doar já que aquilo pode mudar a vida inteira e a recuperação de uma pessoa acometida por essa doença”.

Saiba onde doar

Geralmente, as ONGs que aceitam doação de cabelos estão ligadas ao tratamento do câncer, como o Cabelegria, Rapunzel Solidária e o próprio GRAAC. Cada instituição possui o seu procedimento, mas, em geral, você pode pedir para o seu cabeleireiro guardar as mechas removidas durante o corte para a doação de cabelo. Mas é importante lembrar que, antes, é preciso separá-las e levá-las a uma instituição de doação, ou enviar por correspondência. E prontinho! Alguém com toda certeza vai ficar muito feliz com a contribuição.

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