Talitha Benjamin

Por que a doação de sangue é um ato de carinho?

Doar sangue

O ato de doar sangue é simples, mas também extremamente importante. Trata-se do gesto solidário de doar uma pequena quantidade do próprio sangue. Uma única doação pode salvar até 4 vidas, sendo indispensável para a recuperação de pessoas que são submetidas a procedimentos e intervenções médicas, além de pacientes com doenças crônicas graves.

O sangue é insubstituível e, por isso, a doação é tão importante. Um simples ato de amor e solidariedade pode significar uma nova chance para quem precisa. No entanto, a quantidade de brasileiros doadores de sangue ainda é muito pequena – apenas 1,6% da população, com os jovens de 18 a 29 anos sendo a maioria. Para mudar isso, o Ministério da Saúde, bem como hospitais conceituados, constantemente apostam em campanhas de conscientização para incentivar as pessoas a doarem.

Como funciona

O procedimento é muito simples, rápido e totalmente seguro. Não há riscos para o doador, pois os materiais usados na coleta são descartáveis, eliminando qualquer possibilidade de contaminação.

De acordo com o site do Ministério da Saúde, não há muitos requisitos para doar sangue. Todas as pessoas entre 16 e 69 anos que estão acima de 50 kg podem ajudar. Basta apresentar um documento oficial com foto, e menores de 18 anos precisam ter o consentimento formal dos responsáveis.

No momento da coleta, o doador de sangue precisa estar alimentado, ter tido pelo menos 6 horas de sono no último dia, não estar com febre, gripe, resfriado, diarreia, gestante ou no período pós-parto.

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Os interessados em se tornarem doadores podem procurar uma unidade de coleta de sangue, hemocentros e hospitais que realizam a coleta.

Um gesto simples, mas que pode salvar outras vidas e impactar a sua

Para Fernanda Santos e Lilian Tormin, de 22 e 33 anos, a vontade de se tornarem doadoras veio por causa do contato com pessoas que necessitavam da transfusão. Uma amiga de Lilian, que fazia hemodiálise, comentava sempre sobre a falta de sangue nos bancos de doação do hospital de Ribeirão Preto, onde ela realizava o tratamento. Por essa razão, Lilian resolveu colaborar.

Já Fernanda costumava frequentar o Hospital das Clínicas para acompanhar o avô em um tratamento oftalmológico quando passou a ver de perto o drama das pessoas que dependem do banco de sangue – que com frequência se encontrava vazio.

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“As pessoas não doam sangue, mesmo o processo sendo supertranquilo! Você fica trinta minutos ou, no máximo uma hora, para doar e salvar a vida de alguém, isso é o que mais motiva” comenta a doadora.

Para ambas, existe o enorme desejo de doar mais vezes. O Ministério da Saúde aconselha que o número de doações não pode passar de 4 por ano para homens e 3 para mulheres. Além disso, o intervalo de pelo menos 3 meses entre uma doação e outra precisa ser respeitado.

É importante saber também que a necessidade de abastecer os bancos de sangue é permanente, já que a quantidade de doadores é muito pequena. A dica é não esperar para que algum parente ou conhecido precise para decidir ajudar.

“A minha motivação para ser doadora foi uma colega que dependia de doadores de sangue para sua sobrevivência. Nós não sabemos quem recebe nosso sangue, mas essas pessoas podem estar mais próximas de nós do que imaginamos”, afirma Lilian.

Onde doar

Há diversos hemocentros que aceitam doações, você só precisa procurar o mais próximo de você para doar com mais conforto. O Ministério da Saúde oferece uma lista de lugares pelo país que recebem e realizam a coleta, além de oferecem informações para quem quer doar sangue, e você pode encontrá-la aqui. Clique e ajude a salvar vidas.

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