7 doenças causadas pelo uso excessivo da tecnologia

Por: Luana Queiroz
Uso excessivo da tecnologia
Saiba quais os problemas causados pelo uso excessivo da tecnologia

Você consegue imaginar a sua vida sem computador e smartphone? Difícil, né? É inegável o papel protagonista da tecnologia em todas as esferas da vida nas últimas décadas. E o ano de 2021 já traz dados que comprovam que esse crescimento de consumo só tende a aumentar.

De acordo com a nova edição do Digital Global Overview Report, relatório publicado anualmente pela Hootsuite em parceria com a We Are Social, aponta que, apenas no começo deste ano, o tempo que um usuário permanece online já é de quase 7 horas diárias (6 horas e 58 minutos), um crescimento de 4% em relação a 2020. 

Mas essa é uma média global. Quando o recorte é feito por região, os números do Brasil são ainda maiores. O país está em segundo lugar no ranking, com os brasileiros mantendo-se conectados, em média, 10 horas e 08 minutos por dia.

Nomofobia
O mal uso da tecnologia traz impactos para o corpo

O que todos esses dados mostram é que a relação com a tecnologia está cada vez mais próxima e em um ritmo acelerado – e não há indícios de que vá diminuir. Entretanto, mesmo que todos esses recursos facilitem a comunicação, encurtem espaços e ofereçam diversas opções de entretenimento, há um preço por essa conexão a todo momento.

O uso excessivo da tecnologia tem trazido malefícios para o corpo e gerado preocupação para a comunidade médica e para quem já sente os efeitos de longas horas de conexão.

Se você nunca refletiu sobre como estar conectado a todo momento pode estar impactando a sua saúde, conheça 7 doenças causadas pelo uso excessivo da tecnologia.

1) Nomofobia

A nomofobia trata-se de um medo irracional de se distanciar e ficar sem celular ou outros aparelhos eletrônicos, ou seja, está relacionada a um vício digital com diversas tecnologias. O termo foi criado em 2008, em um artigo do UK Post Office, para abreviar a expressão inglesa “no-mobile”. Como efeitos, a nomofobia pode causar problemas de interação social e dificuldade de comunicação.

2) Efeito Google

O efeito Google se refere a uma mudança neurológica que está acontecendo devido ao fácil acesso a informações que a tecnologia tem possibilitado – “não sei/lembro de algo, pergunto ao Google”. O acontece é que, devido a esse comportamento, o cérebro tem se adaptado e retido as informações de maneira menos intensa, uma vez que é possível encontrá-las online. Ou seja, estamos memorizando fatos cada vez menos.

3) Síndrome do Toque Fantasma

O conceito de toque fantasma apareceu pela primeira vez no livro “iDisorder”, do Dr. Larry Rosen, em que o especialista aponta esta como uma das doenças mais comuns da era online. A síndrome do toque fantasma se refere ao momento em que o cérebro faz com que uma pessoa sinta que o celular está vibrando no bolso, sendo que o aparelho não está ali.

4) Transtorno do sono

Embora muita gente utilize os aparelhos eletrônicos no intuito de adormecer mais facilmente, na verdade, está ocasionando o efeito contrário. As luzes e sons emitidos pelo celular, pouco antes de dormir, deixam o corpo em estado de alerta, fazendo com que o organismo produza menos melatonina (hormônio responsável pelo sono). Aliás, é muito comum que heavy users (usuários intensivos) se queixem de insônia.

5) Problemas na coluna

Inclinar a cabeça para mexer no celular parece um ato simples e banal, mas acaba exercendo uma carga muito além do que o pescoço pode suportar, alterando a linha de força de peso da coluna. Para se ter uma ideia, a coluna cervical aguenta, no máximo, 6 quilos; dependendo da inclinação para usar o celular, é aplicada uma carga de até 27 quilos. Esse excesso de esforço pode gerar fadiga muscular, danos aos discos da coluna cervical, formigamento e muita dor.

6) Perda auditiva

Com o avanço da tecnologia, os fones de ouvido estão cada vez mais potentes e cheios de recursos. Porém, o uso do volume alto é um dos maiores responsáveis pela perda auditiva dos usuários. Pelo crescente número de casos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que, ao redor do mundo, metade dos jovens escutam músicas em volumes prejudiciais aos tímpanos.

7) Alteração na visão

Com o esforço para enxergar em telas pequenas, os olhos dos mais conectados estão encontrando dificuldade de enxergar em lugares mais amplos. O que ocorre é uma “falsa miopia” dada por intensa contração da musculatura dos olhos quando forçados por muito tempo. Além da eventual dificuldade para enxergar objetos mais distantes, estão como consequências ardência, irritação, vermelhidão e sensação de vista cansada.

Soluções para o uso excessivo da tecnologia

O grande segredo para utilizar a tecnologia a seu favor e sem prejuízos ao corpo é a moderação. E não é preciso nenhuma medida radical – basta algumas mudanças de hábito para evitar essas doenças ou amenizar os efeitos já sentidos. Veja algumas:

  • Reduza seu tempo online.
  • Desligue as notificações.
  • Faça pausas periódicas para alongar o corpo.
  • Silencie o celular durante atividades que exigem maior concentração.
  • Evite levar aparelhos eletrônicos para a cama perto da hora de dormir.


E, ainda, há uma síndrome recente que vem atingindo também os mais conectados: o FOMO. O “fear of missing out” ou “medo de estar perdendo algo” tem sido um fenômeno recorrente e muito sentido pelas novas gerações. Entenda o que é o fear of missing out e como lidar com ele.

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