Tayla Pinotti

7 estereótipos racistas que devemos parar de reproduzir

7 comentários e comunicação que somos racistas

Estereotipar é uma palavra que significa “reduzir a fórmulas estereotipadas”. Em teoria, estereotipar é generalizar grupos de pessoas utilizando conceitos preconcebidos, mas, na prática, esse é um ato bastante danoso, como no caso dos estereótipos racistas.

No Brasil, a opressão de raça está presente desde o início da história do país. Durante a era da escravidão, africanos e seus descendentes foram explorados e exterminados e não é exagero dizer que a população negra sente os efeitos até os dias atuais.

Devido ao fato da sociedade ter sido criada em cima de ideologias racistas, ainda existem generalizações simplistas e equivocadas sobre o povo preto e que são frutos de um racismo estrutural.

Você, branco(a), pode até não perceber, mas os estereótipos racistas estão nas obras de arte, nos livros, nas novelas de TV, nas propagandas publicitárias e nos mais diversos ambientes.

Então, se você quer ser um aliado na luta contra o racismo, desconstruir esses estereótipos é fundamental. Confira quais generalizações você precisa parar de reproduzir já:

Homens negros são fortes e violentos

Apesar dos negros serem as verdadeiras vítimas de uma violência constante, eles é que são vistos como violentos. Na verdade, essa masculinidade é “tudo” que o homem negro tem dentro da sociedade, já que seus corpos sempre foram vistos como fortes e viris. Além de ser um ato preconceituoso associar o homem negro a violência, isso também contribui para uma onda de masculinidade tóxica, que condena duplamente homens negros e gays.

Mulheres negras são “barraqueiras”

Não é raro encontrar uma personagem “negra arretada” em novelas ou até mesmo em filmes americanos, que costumam mostrar mulheres de pele escura bastante expansivas, com “personalidade forte” e que são mestres em fazer movimentos circulares com a cabeça. No Brasil, geralmente as mulheres negras são vistas como barraqueiras, daquelas que “não deixam barato”, mas essa é uma generalização sem embasamento nenhum.

Todo negro precisa de um branco que o salve

Muitas pessoas ainda associam o indivíduo negro à pobreza, especialmente em países da África. Não coincidentemente, é comum ver fotos de voluntários brancos no Ocidente abraçando e sorrindo em fotos com pessoas negras, como se eles estivessem as salvando. Mesmo que inconscientemente, esses atos levam a crença de que vai sempre existir um salvador branco para cada preto pobre.

Pessoas negras são criminosas

Associar pessoas negras ao crime pode parecer algo “inofensivo” para quem pensa dessa forma, mas essa é uma acusação bastante séria, levando em conta que as pessoas negras são a maioria em casos de prisões efetuadas sem condenação, o que prova que muitos foram erroneamente vistos como criminosos. Além disso, 75% das pessoas mortas por policiais eram negras, de acordo com o 13º Anuário da Violência.

A mulher negra tem mais fogo na cama

Não, isso não é sobre ser sexy. A mulher negra carrega historicamente a objetificação do seu corpo, que era a mercadoria sexual mais barata do mercado. Até hoje, mulheres de pele preta ainda são hipersexualizadas e não é raro encontrar esse estereótipo de negra fogosa nas novelas e nos comerciais.

Todo negro faz parte de classes sociais mais baixas

Como já dissemos, muitas pessoas acreditam que ser negro é sinônimo de ser pobre e, mesmo que a intenção não seja das piores, acabam tratando os negros como “coitadinhos”. Apesar dos negros terem sido historicamente explorados, não é correto imaginar que todas as pessoas negras vivem em condições de extrema pobreza apenas pela cor da sua pele.

Negros em empresas são sempre subordinados

Se você entrar em uma sala com três homens, 2 brancos e 1 negro, e te perguntaram quem ali é o diretor de uma empresa, você vai apontar para quem? Muitas pessoas não enxergam o negro em cargos altos e de liderança, já que ainda associam o preto à escravidão e à subordinação, o que é completamente preconceituoso.

Por fim, é preciso lembrar que não basta não ser racista, é preciso ser antirracista. Ou seja: não basta não reproduzir os estereótipos racista, é preciso combatê-los. Clique e entenda como você pode ser um aliado na luta contra o racismo.

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