Tayla Pinotti

Feminismo: o que é e a importância desse movimento

Feminismo

Falar de feminismo é, quase sempre, sinônimo de polêmica. De um lado, é possível ver militantes do movimento, enquanto, de outro, existem pessoas que acreditam que tudo não passa de “mimimi”.

E por que isso acontece?

Para entender porque isso acontece, antes, é preciso saber o que é exatamente o feminismo e qual é a história desse movimento. Vamos lá.

O feminismo existe há muito, muito tempo, mas começou a ficar mais forte em meados do século XIX, quando os privilégios masculinos começaram a ser contestados pelas mulheres.

Afinal, os poderes econômicos, políticos e sociais eram todos monopolizados pelos homens, sendo isso um reflexo da sociedade patriarcal.

Na sociedade patriarcal, o homem é o alicerce da família e, como consequência disso, ele é dominante em todas as organizações sociais, enquanto mulheres não têm voz ativa, não participam da política, não trabalham e, logo, são submissas aos homens.

Mas, em meados do século XIX, a primeira onda do feminismo chegou para confrontar e reivindicar direitos civis básicos das mulheres, como o direito ao voto, por exemplo.

Acostumados com uma posição de superioridade, muitos homens se viram incomodados diante das reivindicações das mulheres. E, desde então, é possível notar que seres do sexo masculino têm dificuldades para reconhecer seus privilégios, principalmente porque eles estão enraizados.

Machismo e feminismo: um é o oposto do outro?

Não, não e não. O machismo prega uma ideia de superioridade dos homens sobre as mulheres, enquanto o feminismo exige apenas igualdade.

Mulheres não querem ser melhores que os homens, nem ter mais privilégios. Elas querem apenas os mesmos direitos, os mesmos salários, as mesmas condições de vida.

Além disso, o feminismo não oprime os homens, enquanto o machismo oprime – e muito – as mulheres e até mesmo a sociedade como um todo.

O que o feminismo defende, então?

O feminismo defende, basicamente, uma sociedade sem hierarquia de gêneros. Isso quer dizer que mulheres feministas buscam levar uma vida mais justa, com mais possibilidades e com os mesmos direitos que os homens.

Com o femismo, é possível ter pequenos avanços diários, pois ele é fundamental para desconstruir o machismo enraizado na nossa sociedade.

E por que dizem que “agora tudo é machismo”?

Na verdade, não é que agora tudo é machismo. O machismo sempre esteve presente no cotidiano da sociedade, mas ele não era contestado, principalmente porque as mulheres foram criadas ouvindo que eram inferiores e que deveriam se calar diante de qualquer injustiça de gênero.

Mas, graças ao feminismo, elas passaram a ter mais voz ativa e, agora, o que acontece é que as mulheres estão criando coragem para expor e problematizar todas essas atitudes que sempre foram machistas.

Além disso, as redes sociais foram grandes aliadas para o crescimento do movimento feminista e, atualmente, a internet se tornou um local de debates e até mesmo uma rede de apoio para muitas mulheres.

O papel do homem no feminismo

De um lado temos o oprimido (mulheres) e, de outro, o opressor (homens), mas isso não significa que os homens não podem ser aliados nessa luta. (Vejam bem: aliados e não protagonistas)

Os homens podem colaborar com o feminismo de diversas formas, como, por exemplo: ajudando seus amigos a desconstruir pensamentos machistas, compartilhando tarefas domésticas igualmente, repreendendo atitudes machistas do dia a dia e não interrompendo mulheres enquanto elas falam.

 

Ser feminista

A palavra “feminista” ainda assusta algumas mulheres que têm receio de se declararem feministas, como se isso fosse um rótulo pejorativo. Mas qualquer mulher que defende a igualdade de gêneros já é feminista.

Em tempo, é importante dizer que não existe um “padrão” de mulher feminista. Personalidades como Beyoncé e Valeska Popozuda são apenas alguns exemplos de militantes feministas, mas ser feminista não significa “lacrar” e nem abrir mão de maquiagem, depilação e etc.

Cada mulher escolhe como o feminismo vai afetar a sua vida e as suas escolhas, mas ninguém é menos feminista só porque gosta de usar maquiagem, por exemplo, ou porque não se veste de forma “lacradora”.

Ser feminista é, basicamente, lutar por uma sociedade mais justa. E luta nenhuma deve ser considerada “mimimi”.

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