Tayla Pinotti

Gírias de Estados brasileiros que nem todo mundo conhece

girias

O Brasil é, sem dúvidas, um país enorme em todos os sentidos: tanto no tamanho quanto na pluralidade de culturas.

E é exatamente por ser um país tão grande que muitas expressões surgem em determinados territórios e só são conhecidas ali.

As gírias se diferenciam de um Estado para outro e, na maioria das vezes, não fazem o menor sentido para quem é de fora.

Vem conhecer e se divertir com algumas dessas gírias com a gente!

São Paulo

“Se pá”

Se pá significa, basicamente, “talvez”. “Você vai naquela festinha que eu te convidei?” “Se pá” – ou seja, talvez ele vá na festinha, sim.

“Colar na grade”

Quando alguém pede para você “colar na grade dela” ela está pedindo para você ir onde ela está.

“Mano do céu”

Não, mano do céu não é (necessariamente) Deus. Essa é uma expressão de espanto que mistura o já conhecido “mano” do paulistano com “meu Deus do céu!”.

“Levar um róla”

Em São Paulo, as pessoas não caem, elas “levam um róla”.

“Fazer uns corres”

Não, não significa que a pessoa vai correr. Talvez ela até vá, mas fazer corres significa “ir resolver pendências” ou ir atrás de algo.

 

Rio de Janeiro

“Coé”

No carioquês, a expressão “qual é” foi reduzida para “coé”. Ela pode ser usada em diversas situações, desde brigas até situações debochadas.

“Já é”

Além do “coé”, os cariocas também usam bastante a expressão “já é”, que, nesse caso, é usada para concordar com alguma coisa. “Vamos comer um lanche?” “Já é!”.

“Dar o papo”

Quando alguém vai te contar alguma coisa, ela “vai dar o papo pá tú”.

“Bolado”

Em outros estados brasileiros, a palavra bolado pode ter uma série de significados. No Rio, bolado pode ser chateado ou pensativo. “Pô, fiquei boladão”

 

Bahia

“Ficar na bruxa”

Sabe quando alguém está ansioso para algo acontecer? Então, se essa pessoa é da Bahia, ela fica na bruxa. “Tô na bruxa pra ir naquela festinha que você me convidou”.

“Armengado”

Na Bahia, as coisas não são mal feitas ou mal cuidadas, elas são “armengadas”.

“Leseira”

Quando bate aquela preguiça, bate aquela leseira.

 

Ceará

“Fuleragem”

Quando alguém no Ceará é sacana com alguém, ele não está de sacanagem, mas sim de fuleragem. É um termo pejorativo para brincadeiras de mal gosto, fofocas ou com algum comportamento digno de reprovação.

“Macho”

Não importa se você é homem ou mulher, no Ceará (e em alguns outros estados do Nordeste) “macho” substitui o nome do interlocutor. “Venha cá, macho”

“Estribado”

Alguém com muito dinheiro é alguém estribado.

 

Paraná

“Joça”

Quando um paranaense acha algo ruim ou sem valor, ele acha essa coisa uma joça.

“Gasosa”

Se para os paulistas “gasosa” é a gasolina dos carros, para os paranaenses essa palavra é usada para falar dos refrigerantes.

“Gazear aula”

Em vez de faltar, matar ou cabular alguma aula, no Paraná, muitos jovens gazeam aula.

 

Brasília

“Pagar vexa”
Em Brasília, as pessoas não passam vergonha ou pagam mico, elas “pagam vexa”.

“Esparrado”

Uma coisa muito incrível, cobiçado e tudo aquilo que você deseja é uma coisa “esparrada”.

“De rocha”

Essa é uma locução adjetiva que pode significar “é sério?”. Ela pode confirmar algo, exemplo: “de rocha!”. Também pode qualificar uma pessoa positivamente: “Mariazinha é de rocha”.

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