Luiza Olinda

Métodos contraceptivos: conheça os mais eficazes

Hoje existem diversas opções de métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada. Ao iniciar a vida sexual, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre o funcionamento, prós e contras de cada um deles. Algumas acabam não conversando com as amigas, mães e com os próprios médicos sobre a melhor escolha.

Por medo de julgamento ou timidez, elas deixam de cuidar desse aspecto tão importante da saúde sexual. Acabam correndo risco de ter uma gravidez inesperada ou mesmo contrair doenças sexualmente transmissíveis.

O fato é que só um médico pode te ajudar a encontrar a melhor opção para o seu corpo e o seu estilo de vida, mas vale a pena conhecer um pouco mais sobre cada método contraceptivo para fazer a escolha mais sábia e se manter protegida.

Os métodos contraceptivos costumam ser divididos em métodos de barreira, hormonais, intrauterinos e permanentes. Esses últimos implicam na esterilização do corpo feminino ou masculino, anulando a possibilidade de ter filhos no futuro. São exemplos de método anticoncepcional permanente a vasectomia e a laqueadura.
Para quem quer evitar uma gravidez por algum tempo, mas ainda pretende ter filhos no futuro, o ideal é escolher entre os métodos contraceptivos de barreira, hormonais ou intrauterinos, que veremos a seguir.

Principais métodos contraceptivos

Pílula anticoncepcional

A pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos hormonais mais usados pelas brasileiras. Tanto é que uma pesquisa realizada pelo IBGE apurou que 61,6% das mulheres que querem evitar a gravidez fazem uso desse recurso. Composta por hormônios progesterona e estrogênio e tem o poder de inibir a ovulação. Sem gerar óvulos, os espermatozoides não têm o que fecundar, e a gravidez não acontece.

Como é composta por hormônios, esse método contraceptivo também ajuda a diminuir cólicas, sintomas da TPM e regularizar a menstruação. Além disso, pode até a reduzir a acne.
Porém, para que a pílula anticoncepcional faça efeito, é necessário que a mulher a tome todos os dias e no mesmo no horário. Quando há esquecimentos frequentes, a pílula perde sua eficácia e pode haver uma gravidez.

Um dos malefícios do anticoncepcional é que ele pode agravar problemas de trombose e gerar complicações cardiovasculares na mulher. Por isso, é muito importante que quem faz uso da pílula tenha um acompanhamento regular com o ginecologista e, ao primeiro sinal de efeito colateral, busque outra alternativa para não engravidar.

Anticoncepcional injetável

Os anticoncepcionais injetáveis costumam ter elementos e princípios bem parecidos com as pílulas, mas, em alguns casos, a mulher para de menstruar enquanto usa este método.
Além disso, o anticoncepcional injetável pode ser aplicado a cada 30 ou 90 dias, dependendo da marca. Essa dinâmica facilita a vida das mulheres e faz com que essa alternativa seja recomendada para aquelas que se esquecem de tomar a pílula diariamente. Existem também segmentos específicos de anticoncepcional injetável para mulheres que tiveram seus bebês há pouco tempo. O ideal, novamente, é consultar o médico e verificar qual a melhor opção para você.

Adesivo anticoncepcional

O adesivo anticoncepcional é outra opção para quem não quer assumir o compromisso de tomar a pílula todos os dias. Ele também tem uma carga hormonal que impede a ovulação, mas precisa ser reaplicado a cada sete dias. O adesivo pode ser colado em várias regiões do corpo e não há problema em tomar banho com ele, o que faz desse método contraceptivo uma alternativa bastante interessante.

Anel vaginal

Também na classe dos contraceptivos hormonais, o anel vaginal é um pequeno círculo de silicone que fica posicionado perto do útero e libera ondas de progesterona e estrogênio de forma gradativa. Ele tem efeito de 3 semanas, depois disso a mulher fica uma semana sem o anel para menstruar e retorna com um novo anel. O anel vaginal pode ser inserido pela própria usuária e não produz incômodo durante as relações sexuais.

Camisinha

Método contraceptivo amplamente conhecido, a camisinha é um método de barreira, uma vez que se baseia em separar os óvulos dos espermatozoides com uma barreira física de látex.
A camisinha masculina é a mais popular e deve ser colocada no pênis antes da relação sexual. A camisinha feminina precisa ser alocada dentro do canal vaginal, e impede que os espermatozoides avancem para o útero. A camisinha é um dos poucos métodos contraceptivos que também previnem as doenças sexualmente transmissíveis, como HIV, sífilis e gonorreia. Por isso, para estar plenamente protegida, o ideal é utilizar a camisinha mesmo se você fizer uso da pílula anticoncepcional, por exemplo.

DIU

Existem dois tipos de DIU (Dispositivo Intrauterino), o de cobre e o hormonal, e ambos são métodos contraceptivos intrauterinos. O DIU é uma estrutura em formato de T que é alocada dentro do útero. Apenas um ginecologista pode fazer o procedimento, mas não precisa ficar com medo. Não é um processo complexo e pode ser feito no consultório mesmo. Libera uma pequena quantidade da substância no organismo. O que o torna um ambiente hostil para o espermatozoide e dificulta sua chegada aos óvulos. O DIU hormonal, também conhecido como DIU de Mirena, contém progesterona, que também alteram o útero de forma a impedir a gravidez. O primeiro pode durar até 10 anos, então o segundo costuma durar 5.

É importante estar atento a todos esses métodos. Está mais tranquila? Só não se esqueça que também é preciso se prevenir de doenças e infecções. Complemente sua leitura e entenda a importância da vacina de HPV.

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