Tayla Pinotti

Como deixar o preconceito de lado e cuidar da saúde

Novembro Azul

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE em 2013 mostrou que mulheres vão mais ao médico do que os homens. De acordo com a publicação, o índice de mulheres que se consultaram com um médico nos últimos 12 meses anteriores à entrevista era de de 78%, enquanto o de homens somavam apenas 63,9%.

O Novembro Azul, apesar de ser uma campanha com foco na prevenção do câncer de próstata, também conscientiza a população masculina da importância de se consultar com um médico periodicamente.

Para Dr. Geraldo de Campos Freire, coordenador científico do Departamento Científico de Urologia da Associação Paulista de Medicina, o aumento nos consultórios durante o mês de novembro é significativo, o que é muito positivo.

Isso porque é importante reforçar a necessidade dos homens irem ao médico e ainda mais de realizarem o exame de próstata, feito pelo toque retal, que ainda é um tabu para muitos adultos.

“Não tem sentido os homens ainda terem medo do exame de toque. É um exame que não dói nada e também não tira a masculinidade de ninguém” comenta o urologista.

O preconceito com o exame de toque é uma das principais causas do descobrimento tardio do câncer de próstata, que, de acordo com Dr. Geraldo Campos Freire, é uma doença um pouco silenciosa, que não apresenta tantos sintomas.

Justamente por isso é importante conscientizar os homens da necessidade da realização do exame, mesmo que tudo esteja aparentemente bem.

Apesar do preconceito ainda presente nos dias atuais, o coordenador científico do Departamento Científico de Urologia da Associação Paulista de Medicina lembra que já houve uma melhora significativa nos últimos anos.

“Eu tenho 50 anos de exercício profissional e agora já é possível fazer diagnósticos muito mais precoces e tratamentos muito mais eficientes para os pacientes com câncer de próstata não só por causa da tecnologia, mas também porque as campanhas de prevenção ajudaram a combater o preconceito contra o exame de toque”.

Quando diagnosticado no início, as chances de cura para o câncer de próstata chegam a 90%.

Homens normalmente procuram atendimento médico de rotina oito vezes menos que as mulheres

Enquanto mulheres são ensinadas desde cedo que precisam cuidar do próprio corpo, procurar um ginecologista assim que passarem pela primeira menstruação, muitos meninos passam a adolescência inteira sem fazer nenhum exame ou ir a uma consulta de rotina.

No Brasil, não ir ao médico já se tornou algo cultural para os homens, principalmente quando atingem a fase adulta.

É por isso que, mesmo depois de mais velhos, muitos homens ainda acham que é “obrigação” da mãe ou até mesmo da parceira agendar suas consultas e exames enquanto, na verdade, não é.

Muitos homens se sentem incomodados com a ideia de ir ao médico, pois acreditam que, de alguma forma, isso vai fazer com que eles pareçam mais vulneráveis.

No entanto, esse medo e incômodo é o que faz com que o sexo masculino tende a morrer mais cedo do que o sexo feminino. Não ir ao médico é, sem dúvidas, um ato displicente com a saúde.

Deixar o preconceito de lado e ser menos resistente é o primeiro passo não só para abrir a mente e ver a real necessidade de cuidar de si mesmo, mas também para viver mais tempo e de uma forma melhor. Homens, se cuidem!

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