Pílula do dia seguinte: saiba como e quando usar corretamente

Por: Luiza Olinda

Mesmo com todos os métodos contraceptivos que existem atualmente, acidentes ainda acontecem e é para esses casos de urgência que existe a pílula do dia seguinte, também conhecida como PDS.
A pílula do dia seguinte se tornou muito conhecida nos últimos anos por ser um método de emergência, quando há relação sexual sem proteção e, consequentemente, o risco de uma gravidez indesejada.
O problema é que muitas pessoas têm uma impressão errada da pílula do dia seguinte e acabam não usando métodos contraceptivos com a ideia de que, se algo acontecer, podem usar a pílula do dia seguinte e resolver o problema. Mas, não é bem assim.
A pílula do dia seguinte não é um método 100% seguro para se evitar uma gravidez. Alguns profissionais apontam que, mesmo quando ela é tomada da forma correta, ainda falha em 15% dos casos.
Além disso, usar a pílula do dia seguinte frequentemente não é recomendável, porque altera significativamente a dinâmica do corpo feminino e ainda pode gerar efeitos colaterais bastante desagradáveis.
Isso significa que não se prevenir acreditando que a PDS vai te salvar na manhã seguinte pode ser uma grande furada, se você não estiver pensando em engravidar no momento.
Mas, se você estiver em uma situação de emergência, ela ainda é a melhor opção no mercado. Vamos conhecer mais sobre como funciona a pílula do dia seguinte e como você deve toma-la para diminuir as chances de uma gravidez.

Como funciona a pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte contém uma altíssima carga de hormônios que atrapalha todo o processo de fecundação.
Para começar, ela transforma o muco cervical da vagina fazendo com que os espermatozoides tenham maior dificuldade de encontrar o caminho até o óvulo. Ela também faz com que o tempo de soltura do óvulo seja maior, atrasando o processo.
E mesmo que o espermatozoide chegue a fecundar o óvulo, a PDS ainda faz com que a fixação do óvulo nas paredes uterinas, passo necessário para o desenvolvimento do embrião, seja mais difícil. Tudo isso complica muito o processo, mas, novamente, não o torna impossível.

Como tomar a pílula do dia seguinte

Como já mencionamos, a pílula do dia seguinte deve ser usada como um recurso de emergência. Como, por exemplo, quando houve caso de estupro, a camisinha se rompeu ou em qualquer situação isolada em que houve relação sexual sem proteção durante o período fértil da mulher. Ela pode ser comprada nas farmácias e sem receita médica.
Aqui tem um ponto importante, mesmo sendo chamada de pílula do dia seguinte, o ideal é tomar o medicamento em até 72 horas, ou o quanto antes. Isso porque as chances de impedir a gravidez são maiores quando ela é ingerida logo depois da relação sexual.
A eficácia do medicamento está relacionada apenas à relação sexual logo antes da PDS ser ingerida. Isso significa que se houver uma nova relação desprotegida, a pílula não irá protegê-la.
Depois de tomar a pílula corretamente, recomenda-se então que a mulher aguarde a menstruação chegar. Se suspeitar de gravidez, é importante procurar um médico e fazer um teste para confirmar.
Há alguns apontamentos que sugerem que os antibióticos e anticonvulsivantes diminuam a eficácia da pílula do dia seguinte. Se você estiver fazendo uso destes remédios é bom ficar atenta.
Vale lembrar ainda que a pílula do dia seguinte não é abortiva. Se o óvulo for fecundado e conseguir se fixar nas paredes uterinas, a PDS não terá mais nenhum efeito e a gravidez deve evoluir normalmente nas próximas semanas. Por isso, se você já sabe que está grávida, não adianta recorrer a ela.

Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

Os efeitos colaterais variam muito de mulher para mulher, mas, de forma geral, quem usa a pílula do dia seguinte costuma ter um sangramento escuro pouco tempo depois de ter ingerido a medicação.
A menstruação pode ficar desregulada por até três meses, havendo pequenos sangramentos fora de hora, ou mesmo sumindo completamente no período. Dores de cabeça, enjoos, vômitos e mal-estar também são sintomas comuns à maioria das usuárias da PDS e podem durar algumas horas ou vários dias.
Se houver vômitos logo depois da ingestão da pílula o mais recomendado é tomar o medicamento novamente, já que a pílula pode ter saído do seu sistema.

O que acontece quando você toma a pílula do dia seguinte frequentemente

Quando é tomada com frequência, a eficácia da pílula diminui drasticamente. Com a menstruação desregulada, a mulher não consegue saber quando é o seu período fértil e isso aumenta muito as chances de uma gravidez.
Além disso, a grande quantidade de hormônios, aliada a situação de estar com medo e angustiada, podem gerar irritabilidade, insônia e desequilíbrio emocional.
Agora você já conhece melhor a pílula do dia seguinte e sabe como deverá toma-la em casos de emergência. Porém, lembre-se que o melhor mesmo é se prevenir. E a melhor forma de fazer isso é usando métodos contraceptivos, como a camisinha e a pílula anticoncepcional.

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