Tayla Pinotti

Por que não esconder suas cicatrizes? Aprenda a ressignificá-las e seja feliz!

cicatrizes

Que mulher não sonha em ter corpo e pele perfeitos? Sem nenhuma mancha, estrias, varizes, celulite, marcas ou cicatrizes?

Em uma sociedade que atrela o valor do ser humano à beleza física, é mais do que normal sonhar com um corpo impecável e temer o aparecimento de qualquer coisa que possa torná-lo imperfeito.

É por isso que o aparecimento de cicatrizes pode mudar completamente a percepção de uma mulher sobre o seu próprio corpo.

Denise Fontes Rodrigues do Carmo tem 31 anos e carrega há 12 anos uma cicatriz no abdômen.

A marca foi causada quando a massagista terapêutica, durante os preparativos para as festas de fim de ano, derrubou toda a água de uma panela de pressão na própria barriga.

Apesar de ter corrido para o pronto socorro, Denise conta que teve uma queimadura de 2º grau e, após parar de tomar antibióticos e fazer curativos, percebeu que um lado da sua barriga havia ficado maior do que o outro.

Na época, ainda com 19 anos, a massagista ficou com um pouco de vergonha da cicatriz, principalmente nos locais onde precisava andar com o abdômen exposto.

No entanto, esse constrangimento foi sendo deixado de lado a medida que ia para o clube ou para o litoral, por exemplo, onde não tinha alternativa, já que precisava usar roupas de praia.

“Eu percebi que minha cicatriz representa só uma parte da minha história e que viver é melhor do que lamentar, então eu não vou parar de construir histórias por causa dela”, conta a massagista que decidiu que não ia deixar o bom humor de lado por causa do acidente.

Denise ainda ri ao lembrar que “pelo menos o doce de leite que estava sendo preparado na panela de pressão ficou uma delícia”, mostrando que o assunto já está superado e que não tem mais nenhum problema com a sua cicatriz.

Ressignificar a cicatriz é o primeiro passo

De acordo com a psicóloga e coach Andressa Crema, a atitude de Denise foi correta, pois ressignificar a cicatriz é a melhor forma de aceitá-la.

“O primeiro passo é querer se aceitar. Olhar para si mesma e falar ‘não aguento mais tentar me encaixar, quero me sentir bem comigo mesma’ e, a partir disso, começar a olhar para as próprias imperfeições como parte de você”.

A publicitária Fernanda Menezes de 28 anos foi mãe de cesárea há 10 anos e, desde então, carrega uma cicatriz do parto. O que poderia ser um problema para sua autoestima se tornou, na verdade, motivo de orgulho.

“O foco não deve ser na estética, no corpo que costumava ter. O foco deve ser na superação, no ensinamento que foi tirado da situação. Tudo depende da forma como escolhemos olhar e eu escolhi me orgulhar pela minha força e também pelo filho lindo que nasceu de mim”.

Buscar inspirações e ajuda psicológica podem ajudar

Lidar com qualquer tipo de cicatriz pode ser um desafio muito grande, já que essas marcas afetam diretamente a autoestima das mulheres.

Porém, a psicóloga Andressa Crema explica que a aparência é um fator oscilatório e que, por isso, atrelá-la à aparência física é um grande erro.

Apesar disso, fazer essa associação é extremamente comum, principalmente entre as mulheres, já que elas sempre foram culturalmente educadas para agradar outras pessoas, especialmente os homens.

É por este motivo que buscar ajuda profissional com um psicólogo é fundamental para enfrentar possíveis traumas e problemas com o corpo e autoestima.

Além disso, o apoio da família e amigos também é muito importante para lidar com as cicatrizes, sejam elas causadas por um acidente ou “naturais”.

Outra dica dada pela coach é procurar pessoas que se pareçam com você e que se aceitem. Buscar inspiração em pessoas que aceitam suas cicatrizes é uma ótima forma de começar a ressignificar as marcas do seu corpo.

Andressa Crema finaliza lembrando que mulheres e homens não deveriam ter vergonha das suas cicatrizes porque, afinal, elas contam suas histórias. Nosso corpo é nossa morada, por isso, não podemos nos envergonhar de qualquer marca nele.

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