Tayla Pinotti

7 mitos ultrapassados sobre ser bissexual

bissexual

Não importa se você é hétero, gay, lésbica ou trans: quando alguém se declara como bissexual, você provavelmente fica cheio de dúvidas.

Isso acontece porque a bissexualidade ainda é pouco discutida, contribuindo para que uma série de mitos e estereótipos sejam criadas à respeito do assunto.

Para desconstruir algumas ideias ultrapassadas, veja abaixo 7 mitos sobre bissexualidade que você parar de reproduzir já.

Ser bissexual é “só uma fase”

É verdade que alguns gays e lésbicas demoram até se reconhecerem como homossexuais e, por isso, passam algum tempo da vida se relacionando com ambos o sexos.

Leia também: Orgulho LGBT: histórias inspiradoras de pessoas que assumiram a homossexualidade

No entanto, além de isso não ser uma regra, limitar a bissexualidade à uma fase não é correto, já que muitas pessoas levam, de fato, uma vida na qual se interessam tanto por homens, quanto por mulheres, sejam eles cis ou trans.

Bissexualidade não existe porque é impossível gostar “das duas coisas”

Se você não gosta “das duas coisas”, provavelmente vai achar que é impossível mesmo sentir atração por ambos os sexos.

Mas, antes de mais nada, é importante esclarecer que ser bissexual não significa, necessariamente, gostar de homens e mulheres na mesma proporção.

De acordo com o Manual de Comunicação LGBTI+ de 2018, a força da atração por cada gênero pode variar com o tempo. Além disso, em muitos casos, é normal sentir mais atração por um gênero do que pelo outro.

Pessoas bissexuais são promíscuas

Muitas pessoas confundem “gostar de ambos os sexos” com “pegar todo mundo”. Não é porque uma pessoa é bissexual que ela sai por aí beijando homens e mulheres o tempo todo.

Também é muito comum dizer que bissexuais só querem sexo e não pensam em se relacionar afetivamente com ninguém, o que não é verdade, necessariamente.

Pessoas (independentemente do gênero ou preferência) tem vontades e personalidades diferentes, o que quer dizer que existem bissexuais que gostam, sim, de relações mais casuais, mas também existem aqueles que preferem relações monogâmicas.

Leia também: Relacionamento sério: como saber se encontrei a pessoa certa?

Homens e mulheres bissexuais são infiéis

Por serem considerados promíscuos e pegadores, os bissexuais também são comumente associados à infidelidade.

Muitas pessoas acham que um bissexual pode “sentir falta” de se relacionar com pessoas de um sexo diferente do seu parceiro, uma ideia completamente equivocada pois, afinal, fidelidade é uma questão de caráter e não de sexualidade.

Uma mulher ou homem bissexual aceitam facilmente convites para menages

Bissexuais são vistos sob uma ótica muito sexualizada pela sociedade. Prova disso é que, quando uma mulher se assume bissexual, muitos garotos já pensam que ela é “aquela amiga para fazer menage”, o que é uma associação totalmente preconceituosa e hostil.

Da mesma forma de ser ser bissexual não significa ser infiel, também não significa ser adepto do sexo a três. Por isso, tenha cuidado com “convites” ou até com dúvidas que possam soar deselegantes.

Leia também: Relacionamento: quais os tipos e como lidar com cada um deles

Uma pessoa que se considera hétero, mas já beijou alguém do mesmo sexo, é bissexual

Cada pessoa sabe da própria sexualidade e das próprias preferências, mas não é só porque uma pessoa já teve curiosidade ou vontade de experimentar algo com alguém do mesmo sexo que ela é, de fato, bissexual.

Ser bissexual significa sentir atração e ou se relacionar afetiva, sexual ou emocionalmente com pessoas do mesmo gênero e também do gênero oposto. Ou seja: a bissexualidade não é uma fase de experimentação.

Uma pessoa bissexual não sofre preconceito

Os bissexuais fazem parte da comunidade LGBT – inclusive, representam a letra B -, o que significa sofrem preconceito assim como qualquer outra pessoa que se relaciona com outra do mesmo sexo.

O fato de uma pessoa bissexual também gostar do gênero oposto não apaga as vivências que ela tem ou já teve com o mesmo gênero e não faz com que ela sofra com os homofóbicos – ou com os bifóbicos, no caso.

Assim como gays e lésbicas, os bissexuais também precisam “sair do armário” e lidar com pessoas preconceituosas que reproduzem todos os mitos e estereótipos citados acima.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *