Tayla Pinotti

Queda de cabelo na quarentena: saiba o que pode estar acontecendo

Como parar a queda do cabelo

Neste período de grandes mudanças provocadas pela pandemia do novo coronavírus, dermatologistas e tricologistas têm sido bombardeados com queixas sobre a queda de cabelo na quarentena. De acordo com especialistas em saúde do couro cabeludo, a busca por tratamentos para a queda, atualmente, está 3 vezes maior do que o habitual.

Muitas são os relatos de fios espalhados pelo chão, no travesseiro, na escova de cabelo e no ralo do banheiro, o que, por um lado, pode ser apenas uma impressão, visto que, devido ao isolamento social, as pessoas estão passando mais tempo em casa e, consequentemente, tendem a observar a queda com mais atenção.

Além disso, o processo de queda é natural, já que o cabelo passa por um ciclo de 3 etapas: a anágena, que é a fase de crescimento; a catágena, considerada intermediária para desenvolvimento do fio; e a telógena, na qual os fios morrem e caem. Essa última etapa costuma durar cerca de três meses.

Diariamente, ainda é normal que cerca de 50 a 100 fios caiam – número que pode parecer assustador, mas no couro cabeludo há mais de 100 mil folículos. Apesar disso, é preciso ficar atento(a) caso a queda seja acentuada. Nestes casos, é indispensável procurar ajuda médica e buscar um tratamento para queda de cabelo.

E, se você está sofrendo com a perda de fios durante a quarentena, confira quais são as causas mais prováveis para essa queda mais notável e saiba qual é a melhor forma de tratá-las.

Fatores emocionais

Sem dúvidas, a ansiedade e o estresse aumentaram consideravelmente durante o período de isolamento social, que está cercado de incertezas. Como consequência desse desequilíbrio emocional repentino, os níveis de cortisol aumentam. Esse é um hormônio que, quando muito alto, altera o ciclo natural dos cabelos.

Se você está com dificuldades e problemas emocionais, não deixe também de buscar ajuda psicológica antes mesmo de buscar um dermatologista. Cuide da sua saúde mental, especialmente durante esse período difícil.

Efeitos colaterais de remédios

Também relacionado ao estresse e à ansiedade, o uso de antidepressivos aumentou consideravelmente durante a pandemia mundial do coronavírus. Esse tipo de remédio com efeito psicotrópico pode ter a queda de cabelo como efeito colateral.

Por isso, nunca tome medicamentos sem orientação médica. Também não deixe de se consultar com um terapeuta para cuidar da sua saúde mental. Uma boa alternativa são as terapias online, modalidade de consulta que se popularizou nos últimos meses.

Mudanças nos hábitos de higiene capilar

Por não estarem saindo de casa em respeito à quarentena imposta pela pandemia, muitas mulheres diminuíram a frequência de lavagem dos cabelos. Apesar de ser uma atitude aparentemente inofensiva, isso pode acabar deixando o couro cabeludo sujo, o que favorece o desenvolvimento de doenças do couro cabeludo.

A caspa, por exemplo, é um dos problemas mais recorrentes causados pela falta de lavagem e favorece muito a queda capilar. O ideal é lavar o cabelo com a frequência que você já estava acostumada e sempre utilizando produtos indicados para o seu tipo de cabelo.

Mudanças nos hábitos alimentares

Além da mudança nos hábitos de cuidados com o cabelo, muitas pessoas também mudaram seus hábitos alimentares, passando a consumir comidas mais gordurosas e com altos índices de açúcar. A falta de frutas, legumes, verduras e proteínas na dieta, porém, faz com que o cabelo não receba os nutrientes necessários para sua renovação.

Justamente por isso, o ideal é deixar os fast foods de lado e investir em uma dieta mais saudável e priorizar comidas ricas em proteínas, como ovos e carnes brancas, e ricos em vitaminas, como a cenoura. Aproveite e confira também quais são os melhores alimentos para fortalecer o cabelo.

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