Talitha Benjamin

Mitos e verdades sobre a rosácea

rosácea

É até comum ter um certo nível de vermelhidão na pele em casos de mudanças bruscas de temperatura, alimentos apimentados, álcool ou estresse. No entanto, se a intensidade dessa vermelhidão é grande e apresenta outros sintomas, ela pode se tratar, na verdade, de rosácea, uma doença crônica e inflamatória.

É comum que ela seja confundida com outras inflamações da pele, como a acne, dermatite ou lúpus. Segundo a dermatologista Doutora Natalia Cymrot, a rosácea é uma condição com períodos de melhora e piora: “ela apresenta uma alteração dos vasos da face, que se dilatam excessivamente em resposta a fatores ambientais e do organismo” explica.

Sintomas e características da rosácea

Geralmente, esse quadro afeta a pele do rosto. A dermatologista Natalia explica que essa região costuma ser mais ressecada e sensível, ruborizada e com vasinhos aparentes, podendo ter bolinhas com ou sem pus e inchaço. No entanto, outras regiões também podem ser acometidas, como explica a doutora: “os olhos podem ser afetados, com vermelhidão, ardor, secura, descamação, pústulas e pápulas, constituindo a rosácea ocular”.

A fase inicial da rosácea, que apresenta pele vermelha, pode evoluir para outros sintomas. A forma mais grave da doença causa aumento do volume e irregularidades no tecido do nariz, condição conhecida como fima. Além disso, a sensação de ressecamento, inchaço e queimação é intensa, tornando a pele hipersensível.

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A suspeita de rosácea precisa ser levada imediatamente à um profissional experiente, já que é comum que ela não seja identificada logo de cara, o que pode resultar em negligência de sintomas e diagnósticos errôneos. O diagnóstico precisa ser feito rapidamente, para que o tratamento possa ser iniciado.

As causas da doença incluem diversos fatores, desde alterações no sistema imunológico, tabagismo, exposição ao sol, banhos quentes, até mesmo o consumo de comidas condimentadas e apimentadas.

O tratamento da rosácea

O tratamento apropriado para a rosácea é feito de acordo com a individualidade de cada pele. Sabonetes, óleos e outros produtos com fórmulas hipoalergênicas são essenciais.

Filtros solares, ácido azelaico, niacinamida, antimicrobianos e antiparasitários tópicos também são importantes para combater a inflamação, porém a dermatologista explica que a rosácea não apresenta uma cura definitiva, apenas o alívio dos sintomas.

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“O laser ou a luz pulsada são excelentes para tratamento das telangiectasias, e para o rinofima, a cirurgia, radiofrequência, dermoabrasão e laser auxiliam muito” aconselha Natalia.

A rosácea, apesar de ser uma inflamação crônica, não precisa ser uma sentença definitiva. Há métodos reversíveis que podem fazer com que ela praticamente desapareça do seu organismo. É importante também acompanhar a evolução ou regressão da doença junto a um profissional dermatologista, para que seu caso seja avaliado de forma individual e que seu tratamento seja especializado para a condição da pele.

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