Tayla Pinotti

Como encontrar o tipo de terapia certa para você

tipo de terapia

Todas as pessoas deveriam fazer terapia. Buscar ajuda profissional é fundamental para manter a saúde mental, aprender a lidar com os sentimentos e analisar seus próprios comportamentos.

Ao contrário do que muitas pessoas ainda acreditam, não são apenas pessoas com transtornos ou que estão passando por grandes problemas que precisam de terapia.

É claro que, nestes casos, a ajuda de um profissional é ainda mais necessária, mas até mesmo o mais bem resolvido dos seres humanos deveria se consultar com um psicólogo.

No entanto, algumas pessoas acabam desistindo de fazer terapia após uma experiência frustrada, o que é mais comum do que se imagina.

De acordo com a psicóloga Lívia Kondrat, a empatia entre paciente e terapeuta é essencial e nem sempre isso acontece logo de cara. Algumas pessoas demoram até encontrar um psicólogo com quem se identifique.

Ela ainda salienta que, além dessa identificação com o profissional, é necessário que haja confiança, que ele te ouça sem julgamentos e sem preconceitos. É importante lembrar ainda que psicólogos não dão conselhos.

“Todos esses “pré-requisitos” são fundamentais porque será para esse profissional que você irá contar suas histórias mais íntimas, coisas que talvez você não tenha tido coragem de contar para ninguém ou mesmo falar em voz alta”, comenta Lívia.

Por isso, se o encontro com o primeiro psicólogo que você tentar não der certo, não desista! Você irá encontrar aquele que será o ideal para você e o encontro entre vocês permitirá que a relação terapêutica ocorra e o profissional te ajude a enfrentar fases e dias ruins.

Abordagem teórica

Em segundo plano, você deve pesquisar sobre as abordagens psicológicas, que popularmente são chamadas de “tipos de terapia”. Cada uma delas pode se adequar melhor a personalidade e anseios do paciente.

A psicóloga Lívia Kondrat explica cada uma das abordagens psicológicas. Confira abaixo as cinco principais, que deram origem a todas as outras.

Psicanálise: essa teoria foi criada por Freud no final do século XIX e tem como objetivo explicar o funcionamento da mente humana por meio dos processos inconscientes. É a partir das associações que as pessoas fazem durante o processo de análise que o psicanalista consegue acessar o inconsciente.

Fenomenologia: parte do pressuposto que cada um de nós vivencia o mundo que nos cerca de uma maneira diferente e única, portanto, cada pessoa tem uma percepção diferente do mundo. O psicólogo vê o paciente como um ser único que está sempre em busca de um significado para a sua existência, sendo que é ele próprio o responsável por dar sentido à sua vida.

Psicologia Comportamental: analisa o comportamento da pessoa a partir de estímulos do ambiente. O psicólogo, junto com o paciente, analisa o que determina e o mantém determinado comportamento e o que pode ser feito para modificá-lo

Psicologia Analítica: foi desenvolvida por Jung, discípulo de Freud, mas rompeu com ele para criar sua própria teoria. Nessa abordagem, o psicólogo se utiliza dos símbolos e dos sonhos para acessar o inconsciente e, assim, integrar seus conteúdos. O objetivo é ajudar o paciente a ir em busca de si mesmo.

Terapia Cognitiva-Comportamental: de acordo essa abordagem, é a forma como a pessoa entende o mundo que a cerca e a si mesma que determina seus comportamentos e suas respostas emocionais.

 

 

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