Quando você realmente deve cortar o glúten?

Cortar gluten
O glúten é o vilão em muitas dietas restritivas

Dietas restritivas viram moda a todo momento e você com certeza já deve ter ouvido falar das pessoas que cortam radicalmente o glúten da alimentação.

O movimento gluten-free (sem glúten) tem se fortalecido ao longo dos anos e atraído cada vez mais seguidores, que acreditam que a ingestão desse nutriente é prejudicial para a saúde e causa diversos efeitos negativos.

Mas antes de declarar guerra e ter uma vida sem glúten, o melhor caminho é entender o que é ele, onde é encontrado e se questionar: será mesmo que todo mundo tem alergia a glúten e, por isso, ele faz mal?

O que e gluten
O glúten está presente em pães, bolos e biscoitos

O que é o glúten?

O glúten é uma proteína encontrada em diversos cereais, como trigo, centeio e cevada, por isso, está presente em alimentos muito comuns na alimentação brasileira, como pães, bolos, biscoitos e até na cerveja.

Em contato com água, o glúten forma uma substância elástica que garante a textura perfeita em massas e a retenção de gases produzidos durante a fermentação, o que permite, por exemplo, que bolos e pães cresçam.


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Se você ainda tem dificuldade em identificar quais alimentos tem glúten, em 23 de dezembro de 1992, entrou em vigor a Lei nº 8.543, que estabelece a obrigatoriedade de informar no rótulo a presença de glúten nos alimentos.

O glúten faz mal?

A resposta para essa pergunta é depende. Para a maior parte da população o glúten não faz mal à saúde.

Até hoje, não há nenhuma comprovação científica que indique que o glúten prejudica o bom funcionamento do corpo. Pelo contrário, quando consumido de maneira equilibrada, o glúten, ao chegar no intestino delgado, ajuda na proliferação e renovação das bactérias que fazem bem para a digestão.


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Mas uma pequena parcela das pessoas vai ter que aprender a cortá-lo da alimentação, em virtude da intolerância ao glúten.

gluten free
O glúten só deve ser cortado em casos específicos

Quem precisa cortar o glúten?

Há três grupos de pessoas que possuem condições especiais que necessitam retirar o glúten da alimentação e procurar alternativas gluten-free.

Pessoas celíacas

A doença celíaca é uma doença autoimune com predisposição genética. Para essas pessoas, quando o glúten entra em contato com as células do intestino delgado, acontece uma reação de defesa do organismo, provocando alguns sintomas de intolerância ao glúten, como diarreia, estufamento, náuseas e vômitos.

Pessoas com alergia ao trigo

Quem tem alergia ao trigo vai precisar procurar produtos sem glúten, já que esse é um dos principais cereais presentes nos alimentos processados brasileiros. Essa alergia causa sintomas gastrointestinais, irritação na pele e inchaço da boca e garganta.

Pessoas com sensibilidade ao glúten não celíaca

A SNGG (sensibilidade não celíaca ao glúten) acontece quando uma pessoa tem sintomas parecidos aos da doença celíaca, mas não tem a doença em si. Ou seja, mesmo que ela não tenha reação alérgica nem autoimune, possui sintomas semelhantes após ingerir glúten. Essa sensibilidade causa os mesmos sintomas digestivos e ainda dor de cabeça, “confusão mental”, fadiga, dor nas articulações e dormências nos braços ou pernas.

Com alguns desses sintomas ou não, a decisão de cortar algo definitivamente da alimentação deve ser tomada junto de um médico especialista. Por isso, procure um nutricionista antes de cortar o glúten da sua vida.


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