Vacina HPV: entenda a importância e previna-se

Por: Luiza Olinda

Recentemente, o Ministério da Saúde orientou que pessoas com até 26 anos recebam uma dose da vacina HPV. Até então, a vacina era indicada para meninos e meninas entre 9 e 15 anos, mas, para evitar o desperdício de doses que vencem nos próximos meses, pessoas mais velhas também podem tomar a vacina.
Sabendo disso, é bem provável que agora você esteja pensando: “eu me encaixo nessa faixa etária? Será que deveria tomar a vacina? Para que ela serve?”. Se esse é o caso, fique tranquila! Porque, a partir de agora, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre a vacina HPV e porque você deveria incluí-la no seu calendário de vacinação.

O que é HPV

A vacina é uma arma contra o vírus HPV, também conhecido como Vírus do Papiloma Humano. Trata-se de um grupo de mais de 150 vírus que é um dos principais causadores de lesões nas áreas genitais e ainda pode levar ao câncer de colo de útero e de pênis.
O câncer de colo de útero é uma doença silenciosa que é uma das maiores causas de mortalidade de mulheres no país.
O HPV é transmitido por contato de pele e mucosas infectadas, principalmente através do sexo vaginal, oral e anal, o que faz dele uma doença sexualmente transmissível.

Quem deve tomar a vacina HPV

A regra é que meninas e meninos entre 9 e 15 anos devem receber duas doses da vacina. Depois da primeira vacinação é necessário aguardar o período de 6 meses antes de fazer o reforço da vacina. Depois, o paciente pode ser considerado imunizado.
Porém, atualmente, o Ministério da Saúde tem recomendado que pessoas com até 26 anos também recebam a vacina. O motivo é que estão sobrando doses com vencimento nos próximos meses e o governo quer evitar o desperdício. Depois que essas vacinas acabarem, provavelmente, o perfil de vacinados deverá voltar a ser o tradicional: entre 9 e 15 anos de idade.
Há uma razão para vacinar crianças e adolescentes tão novos. Alguns estudos sugerem que a vacina HPV é bem mais eficaz em pessoas que ainda não tiveram contato sexual, e esse é o motivo pelo qual se prioriza que a vacinação ocorra nessa idade.
Mesmo assim, quem já tiver sido diagnosticado como portador do vírus HPV também pode receber a vacina, porque há chances de a dose prevenir uma reinfecção da doença.
Homens e mulheres dentro da faixa etária que vivem com HIV também podem receber a vacina HPV, sendo que ela pode ser aplicada em 3 doses.

Vacina HPV para homens

Os homens também podem sofrer com o aparecimento de verrugas, lesões e câncer no ânus, pênis e orofaringe. Isso faz com que este vírus seja um grande perigo para ambos os sexos e não somente para as mulheres, como muitos ainda acreditam.
A vacina HPV para meninos é igual a das meninas e deve ser tomada da mesma forma: duas doses com 6 meses de diferença entre a primeira e a última.

Efeitos colaterais da vacina HPV e duração

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina HPV deve ter um efeito de aproximadamente 9 anos. Ela é tida como um recurso bastante seguro para prevenir a doença, mas pode acarretar efeitos colaterais típicos das vacinas. Alguns deles são dor e inchaço no local da aplicação, febre e dores de cabeça. Houveram também alguns casos de formigamentos e desmaios depois que a vacina foi administrada, mas essas foram situações bem raras.
Apesar disso, o ideal é que, depois de receber a dose, o paciente permaneça pelo menos 20 minutos no hospital. Assim, caso tenha alguma reação à vacina, ele poderá ser atendido rapidamente.

Além da vacina, o que fazer para se proteger do HPV

Tomar a vacina HPV é um dos primeiros passos para se proteger contra a HPV e doenças como o câncer de colo de útero. Mas, mesmo quem toma a vacina ainda deve usar camisinha para se prevenir de outras doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, sífilis e gonorreia.
As mulheres também devem manter visitas regulares ao ginecologista e realizar, de tempos em tempos, o Papanicolau, um exame preventivo que ajuda a detectar o câncer de colo de útero, entre outros males.

Acho que estou com HPV e agora?

O HPV normalmente é diagnosticado em exames clínicos, já que muitas vezes as lesões são internas e tão pequenas que o paciente pode nem se dar conta que elas estão ali, e o vírus pode ficar incubado por vários anos. Porém, se você notar o surgimento de verrugas e feridas na área genital, é necessário procurar ajuda médica.
Muitas vezes o problema pode ser aliviado ou curado totalmente com ajuda de remédios e cremes específicos para cada caso, sendo que o tratamento é mais efetivo se for iniciado logo no início. Por isso, se notar qualquer coisa diferente, não hesite, procure um médico.

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