Talitha Benjamin

Sem acompanhante: por que viajar sozinho é um ato de liberdade

Para quem nunca viveu a experiência de viajar sozinha, essa atitude pode parecer bem intimidadora à princípio. Isso porque ainda existem muitos estigmas, mitos e medos sobre mulheres desacompanhadas em várias situações e tudo isso, aliado a sensação de insegurança, contribui para que muitas mulheres deixem de se aventurar sem uma companhia.

Para provar que viajar sem acompanhante não é um bicho de sete cabeças e te inspirar a experimentar os melhores lugares para viajar, conversamos com Gaía Passarelli, jornalista e autora do livro “Mas você vai sozinha?”, que busca incentivar mulheres não apenas a viajarem sem companhia, mas também a aprenderem a apreciar a própria companhia.

Viajar sozinho

Dicas de viagem para quem vai desacompanhada

Planeje-se bem e liberte-se dos medos

A gente já sabe, lá no fundo, que viajar sozinha não é tão complicado quanto parece e que isso requer a mesma dedicação ao planejamento do que uma viagem feita em grupo.

Sobre a falta de coragem que muitas mulheres enfrentam, Gaía diz que é comum que exista uma certa insegurança: “nós vivemos cercadas de medos, mas você precisa aprender a estar segura onde você estiver, e a melhor forma de fazer isso, é através da informação: uma mulher bem informada é uma mulher segura!”, lembra.

A dica é começar por cidades maiores – no Brasil ou no exterior – ou, caso prefira uma cidade pequena, procure por destinos onde a estrutura turística seja bem desenvolvida. Assim, sozinha, você terá mais opções de atrações, e, caso algo dê errado, maior é a chance de se virar sozinha.

Lugares para viajar

A maior vantagem é poder apreciar a própria companhia

Segundo pesquisas de sites especializados em viagens, a quantidade de mulheres que preferem viajar desacompanhadas só aumenta. A principal vantagem apontada por elas é a liberdade de seguir seu próprio itinerário, fugindo da rotina onde há a necessidade de se preocupar com a vontade de pessoas ao nosso redor: “quando eu vou viajar, eu quero apenas ter a oportunidade de fazer as coisas que eu estou afim, sem precisar negociar com outras pessoas”, declara Gaía.

Não é incomum que uma mulher viajando sozinha se depare com estranhamento ou até mesmo críticas por parte dos outros. Isso porque, infelizmente, ainda existe a noção de que uma mulher desacompanhada é uma mulher mal amada ou antissocial.

Isso vale não apenas para viagens, mas para qualquer programa feito sem acompanhante – jantar fora ou ir ao cinema, por exemplo. Nesses casos, Gaía aconselha: “não se impeça se fazer as coisas por causa de uma expectativa social. Se libertar disso é muito valioso.”

Viajar sozinho

Se animou para se aventurar e viajar sozinha? Então já comece a se planejar, e aproveite e confira dicas para planejar um intercâmbio.

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